Minuto Metal #3: The Sword, Angel of Death, Myrkur e Battlecross

By: Leandro Vianna
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The Sword – High Country (2015) 

(Razor & Tie – Importado)

High Country é 5º álbum de estúdio de estúdio do grupo americano de Stoner/Doom e sucessor de Apocryphon (12). Claro que aqui você terá aquela sonoridade que marcou a banda até hoje, com influências de Sabbath, etc e tal, mas por algum motivo, os caras resolveram que seria legal sair de sua zona de conforto em algumas faixas aqui presentes. Por mais que a idéia seja absolutamente louvável, esses momentos acabaram não funcionando lá muito bem, puxando o resultado final um pouco para baixo e tirando o brilho do trabalho. Um bom álbum e nada mais além. (7,0)

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Angel of Death – Walking Out from 05:14 (2015)

(Metalmlitia99prod – Importado)

Vindo da Indonésia, com mais de 15 anos de estrada e um EP na bagagem, lançado em 2007, o Angel of Death finalmente chega a seu debut. Os caras se enveredam pelos caminhos do Progressive Death Metal, com alguns toques bem interessantes de Black e riffs tipicamente Thrash, o que acaba gerando boa dose de melodia. Ainda sim é uma música pesada, agressiva, técnica e bem interessante, de uma banda que pode gerar belos frutos em seus próximos trabalhos. Duas curiosidades aqui: todas as músicas são cantadas em indonésio e o álbum fecha com um cover de…….Angel of Death, do Slayer. (7,5)

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Myrkur – M (2015)

(Relapse Records – Importado)

Recentemente a Terrorizer estampou o Myrkur na capa com a afirmação que a One Woman Band formada pela dinamarquesa radicada nos Estados Unidos, Amalie Bruun, seria o futuro do Black Metal. Bem, se é eu não sei, mas que unindo elementos tradicionais do estilo, com Post Black, Folk e Atmospheric, além de vocais tanto agressivos como melódicos, ela conseguiu gerar uma música no mínimo instigante, isso é inegável. Um nome para se observar muito de perto de agora em diante. (8,0)

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Battlecross – Rise to Power (2015)

(Metal Blade Records – Importado)

Nesse novo álbum de estúdio do grupo americano, não iremos encontrar grandes surpresas. É aquele Thrash/Death Melódico, meio Old School, meio moderno, com bons riffs, rápidos, fortes e boa técnica de todos os presentes. Problemas? Falta de um pouco mais de variação e principalmente, aquela música marcante, que gruda na sua memória por dias a fio, já que as que estão aqui presentes, apesar de boas, dificilmente você terá lembranças delas ao final do dia. Ainda sim, quem curte o trabalho do Battlecross não irá se decepcionar. (8,0)

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Dispirit – Separation (2015) (Demo)

(Independente – Importado)

O Dispirit vem dos Estados Unidos e mescla em sua sonoridade, Black e Doom Metal. Tudo aqui remete aos primórdios do estilo e os caras levam isso tão a sério que Separation (assim como as demos anteriores) está sendo lançado apenas em fita cassete. Sim prezado leitor, fitas cassete ainda existem. Na parte musical, são apenas duas faixas, uma (que na verdade são duas partes de uma mesma música) batendo os 22 e outra beirando os 16 minutos, apresentando uma sonoridade pesada, obscura, onde passagens mais rápidas se alternam com outras mais lentas, gerando uma música que em muitos momentos chega a ser perturbadora. (8,0)

 

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Praying Mantis – Legacy (2015)

(Frontiers Records – Importado)

A veterana banda inglesa ressurge após um hiato de 6 anos com seu Hard Rock Melódico, que possui influências de NWOBHM e Classic Rock e estreando seu novo vocalista, John Cuijpers. E olha, como canta o cara hein! Seu timbre chega a remeter ao lendário Dio em alguns momentos, o que não é pouca coisa. Musicalmente, esse é disparado o melhor trabalho do Praying Mantis desde A Cry for the New world (93) e vêm recheado de grandes melodias, ótimas guitarras gêmeas, teclados encaixados perfeitamente e sem exageros, refrães grudentos e bom peso. Uma verdadeira aula de Hard Melódico, nesse que é certamente o melhor trabalho do estilo que escutei em 2015. Curte boa música? Então corra atrás sem medo! (9,0)

 

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