Rock in Rio: Sepultura representa o Metal pesado em última noite do festival!

By: Reynaldo Trombini

A edição de 2017 marcou nada menos que a quinta passagem dos mineiros do Sepultura nos palcos do Rock in Rio. O grupo, comandado pelo guitarrista Andreas Kisser, já havia se apresentado nos anos de 1991, 2001, 2011 e 2013.

Seguindo o exemplo de 2011, quando tocou ao lado dos franceses do Tambours du Bronx e em 2013 quando dividiu o palco com Zé Ramalho, a banda manteve a tradição da “dobradinha” e convidou os músicos da Família Lima para a apresentação em 2017.

O set list da noite foi baseado em seu último trabalho de estúdio, “Machine Messiah”, de 2017, que acabou de sair do forno. Também sobrou espaço para alguns dos principais clássicos da banda, anunciados com orgulho e entusiasmo por Andreas Kisser.

O pontapé inicial veio com os riffs velozes de ‘I am the Enemy’ seguidos por ‘Phantom Self’, desta vez com a aparição dos violinistas da Família Lima. A esquecida ‘Kairos’ ganhou vez no set e arrancou alarde de plateia, que teve seu ápice de vibração com a furiosa e clássica ‘Inner Self’, do terceiro disco da banda: “Beneath the Remais”, de 1989.

Marco Serra Lima/G1

Sepultura e Família Lima juntos no Rock in Rio 2017

Eloy Casagrande (bateria), Paulo Jr (baixo), Andreas Kisser (guitarra) e Derrick Green (vocal) não perderam o pique e mostraram porque a banda é um dos principais representantes do Metal brasileiro no exterior. Vigor de sobra, entusiasmo e entrosamento acompanharam faixas como ‘Machine Messiah’, além da instrumental ‘Iceberg Dances’, também do último trabalho.

‘Sworn Oath’, sexta faixa de “Machine Messiah”, também deu às caras e trouxe a Família Lima para frente do palco. O dueto entre violinos e guitarras pesadas chegou a render certa resistência de boa parte dos fãs, que não pouparam em críticas nas redes sociais antes mesmo da apresentação. Na hora do show tudo virou festa e os caras também foram ovacionados quando apresentados!

A reta final do show foi dedicada aos clássicos que alavancaram o Sepultura para o mundo, iniciando com a furiosa ‘Arise’ abrindo mosh’s por vários cantos da plateia! ‘Refuse/Resist’, do clássico “Chaos A.D”, de 1993, não ficou para trás e foi cantada pelo público que ainda acompanhou uma performance inspirada, por exemplo, do baterista Eloy Casagrande.

Já em clima de despedida vieram duas faixas do tradicional álbum “Roots”, mega clássico de 1996. ‘Ratamahatta’, vira e mexe presente nos shows da banda, ganhou versão pesada e veloz até que viesse o desfecho com a esperada ‘Roots Bloody Roots’, desta vez com os músicos da Família Lima juntos à frente do palco. A versão, que além de violinos contou com sintetizadores, foi feita especialmente para o Rock in Rio, de acordo com Andreas Kisser.

Foram aproximadamente sessenta minutos que vieram para suprir a ausência do Heavy Metal nesta edição (além do Sepultura, a banda Republica também representou o Metal no palco Sunset). Aplausos do headbangers ao final comprovaram um show digno de quem tem mais de 30 anos de estrada e clássicos incalculáveis.

Set-list Sepultura:

I am the enemy
Phantom self
Kairos
Inner Self
Machine Messiah
Iceberg Dances
Sworn Oath
Resistent Parasites
Arise
Refuse/Resist
Ratamahatta
Roots Bloody Roots

 

Imagem da capa: Marco Teixeira/UOL

Imagem de ilustração: Marco Serra Lima/G1

Texto: Reynaldo Trombini/Heavy Metal Online

 

 

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