Khorium: “O digital veio pra ficar, e mídia física é cada vez menos presente”

Post feito por Clinger Carlos

O Heavy Metal On Line bateu um papo exclusivo com a banda KHORIUM e este bate papo pode ser conferido nesta matéria especial. Falando da atual situação mundial e de outros fatores relevantes,  também destacou também o impacto do COVID-19 no cenário heavy metal atual.

Sabemos que quase todas as bandas do cenário têm frequentes problemas com mudanças na formação, como foi o caso da Nervosa recentemente. Fale sobre os impactos de uma mudança na formação de uma banda e como está a formação da banda atualmente?

R: A Khorium é uma banda relativamente nova, existe desde 2017, e já tivemos uma mudança de formação com troca de baixista no inicio de 2019. Toda mudança é sempre um momento de ruptura, de iniciar algo diferente. Dificilmente um músico novo na banda não vai mudar em algum aspecto o som da banda. Seja pela pegada, estilo pessoal, preferência de equipamentos, personalidade mesmo. Mas vejo como positivo também. É a oportunidade de acrescentar novos elementos, de evoluir musicalmente.

Como você enxerga os lançamentos feitos por bandas atualmente no quesito mídia? Quais são suas mídias favoritas atualmente quando você vai comprar um material de uma banda?

R: O digital veio pra ficar, e mídia física é cada vez menos presente. No nicho do metal ainda há uma cultura do físico, e agora um retorno do vinyl, mas cada vez mais as bandas estão focando no digital. A própria cultura da geração atual não é mais de consumir um produto completo, com várias faixas. Se a banda pensa em trabalhar a presença nas mídias sociais, o ideal é o lançamento de singles, com frequência, e não mais o ciclo tradicional de esperar a conclusão de um álbum completo para lançamento, e depois uma tour de divulgação desse álbum. Agora os lançamentos são constantes, em singles, que podem até depois serem compilados em um álbum ou EP. Eu dou sempre preferencia para comprar material de bandas independentes, do underground, para apoiar e valorizar a cena e o esforço dessas bandas. Os grandes medalhões do mainstream internacional eu tenho preferencia por ouvir nos serviços de streaming.

Se fosse para você escolher um álbum de metal do Brasil e classifica-lo como o mais importante para a nossa história, qual seria? Justifique ainda a importância deste álbum na sua opinião …

R: Sem dúvida a coletânea SP Metal do inicio dos anos 80. Marco definitivo do Metal no Brasil ! Ali se deu o ponta pé inicial para que bandas gravassem e lançassem Metal no Brasil. O início de tudo. • Fale dos últimos lançamentos da banda e destaque o último dando detalhes do mesmo? Nós lançamos um EP em 2018, o “Manual Prático do Brasil”, e um full em 2019, o “Idiocracia Tropical Contemporânea”, álbum que tem recebido muitas críticas positivas, figurou em diversas listas de ‘Melhores do Ano’ da imprensa especializada. Ainda estamos trabalhando as faixas desse álbum, temos videoclipes prestes a serem lançados. E estávamos iniciando a pré produção de um álbum novo para 2020 quando veio a pandemia, e tivemos que ajustar o nosso planejamento.

Quando você começou ouvir Heavy Metal qual veículo lhe mantinha informado? Alguma revista? Algum fanzine? Alguma rede social? Algum programa de TV? Cite quais e relembre aquele período e diga como eram os meios de comunicação do metal na época que vc começou a ouvir Heavy Metal

R: Eu comecei nos ano 80 e os principais veículos eram fanzines e revistas. Tinhamos a revista Metal, e em seguida veio a Rock Brigade, que passou de fanzine para revista. Me lembro até hoje de uma edição da Metal com Quiet Riot na capa, e entrevista com a banda Água Brava. Depois veio a explosão de outras revistas, e o mercado editorial cresceu como um todo. Veio a MTV Brasil e junto programas como o Furia Metal do Gastão. E isso impulsionou muito a divulgação do metal no país. As redes sociais só vieram muito depois, com a popularização da internet.

Com relação a atual situação que vivemos com relação ao COVID-19, na sua opinião, você acha que podemos ter mudanças de comportamento das pessoas nos shows de heavy metal no Brasil? Quais mudanças você acha que poderá acontecer?

R: Com certeza teremos mudanças. Ainda não há previsão para vacina preventiva para o COVID, então o setor de entreterimento ainda vai sofrer muito com a pandemia. Um longo hiato de shows se abatera sobre nós. A solução será manter a chama viva através das lives de streaming na internet, lançamentos via YouTube, etc. O que é uma previsão dura, mas temos que seguir fortes sem desistir. Com os poucos meses passados já sentimos muita falta de shows, e da troca de energia com o público, mas acredito que ainda teremos muitos meses até uma solução definitiva.

• Quais planos para o futuro, quais shows estão agendados ou ações estão sendo planejadas para os 12 próximos meses?

R: Estamos aproveitando o isolamento para trabalhar novas ideias para um novo lançamento. O conceito geral já existe, e estamos elaborando as faixas, desenvolvendo arranjos, incluindo novos elementos. Temos a facilidade de contar com a tecnologia, então podemos trabalhar no álbum mesmo estando cada um em sua casa, protegido da pandemia, sem necessidade de deslocamento para ensaios e aglomeração em estúdio.

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VEJA “Resista” (ao vivo em SP):

https://www.youtube.com/embed/8xvJtwJgCts

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