{"id":32818,"date":"2025-10-30T15:37:53","date_gmt":"2025-10-30T15:37:53","guid":{"rendered":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/?p=32818"},"modified":"2025-10-30T15:37:55","modified_gmt":"2025-10-30T15:37:55","slug":"orchid-pioneiro-do-screamo-vem-pela-primeira-vez-ao-brasil-em-2026","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/heavymetalonline.com.br\/?p=32818","title":{"rendered":"Orchid, pioneiro do screamo, vem pela primeira vez ao Brasil em 2026"},"content":{"rendered":"\n<pre id=\"viewer-32z476215\" class=\"wp-block-preformatted\">Cr\u00e9dito: Divulga\u00e7\u00e3o<\/pre>\n\n\n\n<p id=\"viewer-nhz3y6427\">Disson\u00e2ncia, melodias angulosas, blast-beats e vocais rasgados numa abordagem que soa ao mesmo tempo ca\u00f3tica e cuidadosamente trabalhada, essa \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o que fez a banda norte-americana <strong>Orchid<\/strong> difundir o screamo (ou emoviolence) mundo afora e se tornar refer\u00eancia m\u00e1xima deste subg\u00eanero do post-hardcore. A banda enfim vem ao Brasil pela primeira vez com show \u00fanico em S\u00e3o Paulo, dia <strong>24 de janeiro de 2026, no City Lights<\/strong>. A realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 da ND Productions.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-s0hud2421\">Ingresso j\u00e1 \u00e0 venda no site da Fastix: <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/fastix.com.br\/events\/orchid-eua-em-sao-paulo\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><u>https:\/\/fastix.com.br\/events\/orchid-eua-em-sao-paulo<\/u><\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-8eqta2425\">Para o an\u00fancio da estreia do Orchid em S\u00e3o Paulo, a ND Productions lan\u00e7a tamb\u00e9m a promo\u00e7\u00e3o de ingressos <strong>Combo 2&#215;1: Orchid + Touch\u00e9 Amor\u00e9<\/strong>. Ao comprar este ingresso para o show do Orchid, voc\u00ea tem passe tamb\u00e9m para o show do Touch\u00e9 Amor\u00e9, no dia 14 de setembro de 2026, no Cine Joia (SP).<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-585xv2429\">Orchid \u00e9 amplamente referenciada como uma das bandas que ajudaram a cristalizar o som conhecido como screamo\/emoviolence no fim dos anos 1990, especialmente na cena costeira leste dos EUA, combinando f\u00faria powerviolence com din\u00e2micas emotivas.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-a2vsg2431\">Lan\u00e7aram \u00e1lbuns considerados essenciais para o g\u00eanero: Chaos Is Me (1999), Dance Tonight! Revolution Tomorrow (2000) e Gatefold (2002). H\u00e1 tamb\u00e9m a colet\u00e2nea p\u00f3stuma Totality (re\u00fane EPs e faixas raras).<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-ohgaj2433\">Diversas bandas contempor\u00e2neas citam o Orchid como refer\u00eancia, como Silverstein (Canad\u00e1) no in\u00edcio de carreira, Pg.99, Saetia e Respire.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-2rx802435\">Conhe\u00e7a o som do Orchid clicando <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/email.cloud.secureclick.net\/c\/1711?id=810853.44823.1.bc7c3faeb2ee9a1e0406e8e4fca0d746\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>aqui<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-09rmz3219\">O Orchid tamb\u00e9m se apresentar\u00e1 no Chile e Argentina, em uma turn\u00ea in\u00e9dita pela Am\u00e9rica do Sul realizada pela ND Productions em parceria com as produtoras Monkey e Noiseground.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"818\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Orchid-flyer.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-32819\" srcset=\"http:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Orchid-flyer.jpg 818w, http:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Orchid-flyer-240x300.jpg 240w, http:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Orchid-flyer-768x961.jpg 768w, http:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Orchid-flyer-200x250.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 818px) 100vw, 818px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"viewer-c57s53221\"><strong>SERVI\u00c7O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-xscez3223\"><strong>Orchid pela primeira vez em S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-mj99c3225\">Data: s\u00e1bado, 24 janeiro 2026<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-e905c3227\">Hor\u00e1rio: 17:30 (abertura da casa)<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-8k6rd3229\">Local: City Lights (R. Padre Garcia Velho, 61 &#8211; Pinheiros, S\u00e3o Paulo &#8211; SP)<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-54fwd3231\">Ingresso: <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/fastix.com.br\/events\/orchid-eua-em-sao-paulo\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><u>https:\/\/fastix.com.br\/events\/orchid-eua-em-sao-paulo<\/u><\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-ljmf23502\"><strong>Orchid: dos prim\u00f3rdios ao visceral retorno aos palcos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-mesyv3504\">\u00c9 um fragmento pouco conhecido do folclore punk o fato de que, quando Bruce Springsteen escreveu \u201ctudo que morre um dia volta\u201d, ele se referia especificamente \u00e0 reuni\u00e3o da banda Orchid, de New England. Talvez o &#8216;Boss&#8217; fosse um profeta, talvez eu esteja mentindo, ou talvez as obsess\u00f5es da Orchid (jeans pretos em vez de azuis, pistas de patina\u00e7\u00e3o, nostalgia das fitas cassete, uma dor local cuidadosamente calibrada) fossem mais universais do que sua adora\u00e7\u00e3o de nicho sugere.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-ntu663506\">Se isso soa afetado, tudo bem. A Orchid sempre foi metade pretens\u00e3o (a ambi\u00e7\u00e3o de transcender o que se tem, a recusa em se contentar com o mero esfor\u00e7o hardcore), sustentada por uma tens\u00e3o insol\u00favel entre integridade r\u00edgida e ironicamente teatral e uma lasc\u00edvia proto-electroclash. A outra metade da Orchid era um monumento infinitamente propulsivo ao caos. Preferir uma ou outra talvez dependa das marcas no cart\u00e3o da biblioteca de cada um. Mas a banda, em sua totalidade, era pura explos\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-g21sl3508\">A hist\u00f3ria come\u00e7ou com Jayson Green, Will Killingsworth e Brad Wallace no Hampshire College, uma pequena faculdade onde estudantes de camisetas \u201csignificantes\u201d podiam se reconhecer (segundo Jayson, Will usava \u201cprovavelmente algo legal, tipo His Hero Is Gone\u201d, e ele mesmo usava \u201calgo de hardcore de Connecticut, sei l\u00e1, Fastbreak. Provavelmente Hatebreed\u2026\u201d). Ap\u00f3s cumprirem o ent\u00e3o comum ritual heteronormativo de amizade \u2014 trocar fitas \u2014, Will sugeriu que formassem uma banda. Os astros se alinharam, e o que veio a seguir foi uma narrativa americana t\u00e3o percorrida que beira o arqu\u00e9tipo: Jeff Salane foi recrutado, o grupo gravou uma demo, fez um show na lend\u00e1ria Hampshire College Tavern e recebeu o convite para dividir um disco com o Pig Destroyer. No filme biogr\u00e1fico, Scott Hull seria interpretado por Tom Hanks.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-d8qs83510\">Sobre o termo \u201cscreamo\u201d, \u201cemo-violence\u201d ou qualquer outra designa\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e o lugar da banda dentro dela, esse sangue particular nas m\u00e3os da Orchid \u00e9 um caso complexo. Embora a mem\u00f3ria situe o grupo na tradi\u00e7\u00e3o de San Diego e do Noroeste do Pac\u00edfico \u2014 cintur\u00f5es brancos e cal\u00e7as justas \u2014, a verdade \u00e9 que \u201cSalane, nosso baterista, era mais um cara do indie. Cantava e tocava guitarra t\u00e3o bem quanto bateria (muito bem, ali\u00e1s), enquanto Will e Brad vinham de um background crust grind. Garlock era mais o t\u00edpico sujeito do hardcore cl\u00e1ssico, sabe?\u201d, diz Jayson, comparando a est\u00e9tica da banda a fotos antigas do Black Flag, <em>\u201cdaquelas em que voc\u00ea se pergunta como essas pessoas chegaram a se conhecer\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-0nfgw3512\">Sonoramente, a banda n\u00e3o tinha pudores em trabalhar dentro de uma tradi\u00e7\u00e3o ent\u00e3o nascente de cacofonia hardcore \u2014 pesada, desordenada, abruptamente bela \u2014 que capturava a agress\u00e3o do punk, evitando (ao menos na execu\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o nas cole\u00e7\u00f5es de discos e camisetas) o tom de intimida\u00e7\u00e3o e gritaria que dominava grande parte do g\u00eanero. Claro que, como recomenda o KLF, ao tentar soar como seus \u201cmelhores sociais\u201d, a Orchid acabou criando algo \u2014 linhas de guitarra mel\u00f3dicas e prega\u00e7\u00f5es dilacerantes e espirituosas sobre bases de blast beats \u2014 inteiramente seu.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-xegy93514\">Enquanto existiu, a Orchid enfrentou a cena \u2014 passado, presente e futuro \u2014 com rever\u00eancia, desprezo e alegria. Essa era a abordagem da banda: pegar o cavalo morto do hardcore e insuflar-lhe vida cutucando-o, provocando-o, acariciando-o, rabiscando slogans situacionistas em seu cad\u00e1ver como se fossem runas inc\u00f4modas \u2014 at\u00e9 que o cavalo morto n\u00e3o tivesse escolha sen\u00e3o levantar e galopar pelo centro comunit\u00e1rio de shows para todas as idades.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-09jyp3516\">Ap\u00f3s o fim da Orchid, seus integrantes mantiveram os p\u00e9s no ch\u00e3o em outros projetos. Os anos n\u00e3o criaram dist\u00e2ncia intranspon\u00edvel; a amizade permaneceu. Duas d\u00e9cadas de negativas quanto a uma reuni\u00e3o tornaram-se ligeiramente inconsistentes diante da aus\u00eancia de qualquer ruptura real.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-hxp9p3518\">Quando questionado sobre a improbabilidade da volta da Orchid \u2014 numa escala de 1 a 10 Fugazis \u2014, Green rejeita a m\u00e9trica, vendo a reuni\u00e3o da banda como algo menos \u201cimplosivo para o mundo\u201d do que uma volta do Fugazi, deixando claro, no entanto, que a nova turn\u00ea s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as ao v\u00ednculo comum entre os integrantes.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-dj52v3520\"><em>\u201cSempre recebemos propostas. Cada um tem sua vida, e nunca parecia fazer sentido\u201d,<\/em> diz Jayson. <em>\u201cAt\u00e9 que um dia eu estava conversando com Damien Abraham, do Fucked Up, e ele me perguntou: \u2018Voc\u00ea gosta dos caras?\u2019 E eu disse: \u2018Sim.\u2019 A\u00ed ele: \u2018E voc\u00ea gosta das m\u00fasicas?\u2019 Eu disse: \u2018Sim.\u2019 Ent\u00e3o ele perguntou: \u2018Ent\u00e3o qual \u00e9 o problema?\u2019 E eu pensei: \u2018Hmm. \u00c9, isso faz sentido.\u2019\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-5cv9j3522\"><em>\u201cEnt\u00e3o o Brad disse: \u2018Sabe, eu sou meio ambivalente quanto a essa reuni\u00e3o\u2026 Mas acho que, quando estivermos no leito de morte, n\u00e3o vamos dizer: ainda bem que n\u00e3o voltamos com a Orchid!\u2019\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-282gf3524\">Outro bom argumento. Sim, a nostalgia \u00e9 um cad\u00e1ver a ser dan\u00e7ado, mas agora, com a paix\u00e3o sendo algo talvez ultrapassado (ainda em debate), a ret\u00f3rica da Orchid \u2014 amor revolucion\u00e1rio sustentado por for\u00e7a e ritmos c\u00e1usticos \u2014 \u00e9 uma adi\u00e7\u00e3o bem-vinda ao discurso infernal contempor\u00e2neo. De todo modo, a banda \u2014 pavorosos antifascistas futuristas e tradicionalistas antitradi\u00e7\u00e3o, como sempre foram, paradoxalmente e com gosto \u2014 est\u00e1 de volta\u2026 pronta para celebrar a confus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-iapt83526\"><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es em<\/strong> <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/email.cloud.secureclick.net\/c\/1711?id=810853.44825.1.bd2177ad96a9022386268dc8ca019097\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>@chaosisorchid<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-0qs5n4533\"><strong>Fonte: <\/strong>Tedesco Comunica\u00e7\u00e3o &amp; M\u00eddia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cr\u00e9dito: Divulga\u00e7\u00e3o Disson\u00e2ncia, melodias angulosas, blast-beats e vocais rasgados numa abordagem que soa ao mesmo tempo ca\u00f3tica e cuidadosamente trabalhada, essa \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o que fez a banda norte-americana Orchid difundir o screamo (ou emoviolence) mundo afora e se tornar refer\u00eancia m\u00e1xima deste subg\u00eanero do post-hardcore. 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