{"id":31186,"date":"2025-06-21T22:59:25","date_gmt":"2025-06-21T22:59:25","guid":{"rendered":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/?p=31186"},"modified":"2025-06-22T15:12:09","modified_gmt":"2025-06-22T15:12:09","slug":"rodrigo-chenta-o-bad-resilience-tem-como-maior-diferencial-a-definicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/?p=31186","title":{"rendered":"Rodrigo Chenta: \u201cO Bad Resilience tem como maior diferencial a defini\u00e7\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Rodrigo Chenta est\u00e1 envolvido com o metal e a m\u00fasica extrema desde a d\u00e9cada de 90. No entanto, ganhou aten\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio nos \u00faltimos tempos devido ao trabalho Bad Resilience: uma pedrada que re\u00fane defini\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e agressividade. Nesta entrevista, o m\u00fasico fala um pouco sobre o trabalho, suas influ\u00eancias e tamb\u00e9m destaca algumas informa\u00e7\u00f5es sobre seu pr\u00f3ximo trabalho completo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Guilherme G\u00f3es: Ol\u00e1, Rodrigo. Obrigado por topar essa conversa. Para come\u00e7armos, conte um pouco sobre voc\u00ea: quem \u00e9 o Rodrigo al\u00e9m da m\u00fasica?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rodrigo:<\/strong>&nbsp;\u00c9 dif\u00edcil falar de mim al\u00e9m da m\u00fasica, pois ela \u00e9 a coisa mais importante na minha vida, depois de Deus e minha esposa. Trabalho com m\u00fasica lecionando guitarra\/viol\u00e3o, disciplinas te\u00f3rico\/pr\u00e1ticas e tamb\u00e9m com produ\u00e7\u00e3o musical atrav\u00e9s de arranjos, mixagem, masteriza\u00e7\u00e3o e outras coisas mais. Sou uma pessoa questionadora e que pensa bastante diferente. Quando solicitado, tenho opini\u00f5es pol\u00eamicas. Me defino como sendo criterioso, organizado e generoso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Guilherme G\u00f3es: Como foi o seu primeiro contato com o metal? E como aconteceu seu mergulho em g\u00eaneros mais extremos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rodrigo:<\/strong>&nbsp;As primeiras bandas que escutei foram em 1991: Genoc\u00eddio, Sarc\u00f3fago e Sepultura; sendo todas estas em suas melhores \u00e9pocas, para meu gosto. Posteriormente, meu pai me presenteou com seus discos de bandas como Black Sabbath, Deep Purple, Led Zeppelin, Nazareth, Slade e G\u00eanesis, mas o \u201cestrago\u201d j\u00e1 tinha sido feito pelas tr\u00eas primeiras bandas. Apesar de escutar um pouco de tudo, o que mais me agrada no rock \u00e9 o Death Metal. Sou muito curioso e incessantemente estou \u00e0 procura de novas bandas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Guilherme G\u00f3es: Quais s\u00e3o suas principais influ\u00eancias dentro da m\u00fasica extrema?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rodrigo:<\/strong>&nbsp;Cito bandas como Napalm Death, Terrorizer, Cannibal Corpse e Monstrosity. Mas tamb\u00e9m Slayer, Kreator, Destruction e The Crucified. Com o tempo, as refer\u00eancias mudam e n\u00e3o poderia esquecer de bandas como Bloodcrow, Fleshkiller e Municipal Waste.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Guilherme G\u00f3es: Em meados de 2024, voc\u00ea lan\u00e7ou o Bad Resilience, explorando uma sonoridade death metal com elementos de grindcore, hardcore old school e noisecore. Como surgiu a ideia de criar esse projeto?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rodrigo&nbsp;:<\/strong>&nbsp;As m\u00fasicas deste \u00e1lbum estavam escritas desde o final dos anos 90. Existem coisas na vida que n\u00e3o sabemos explicar, e decidi que agora era o momento de tirar o projeto da gaveta. Ele \u00e9 de Grindcore e tem influ\u00eancias de Noisecore, HC Old School e Death Metal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">&#8220;As m\u00fasicas deste \u00e1lbum estavam escritas desde o final dos anos 90&#8221;<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"567\" src=\"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-31187\" style=\"width:469px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/image.png 567w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/image-300x300.png 300w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/image-500x500.png 500w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/image-250x250.png 250w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>Guilherme G\u00f3es: Nos lan\u00e7amentos do Bad Resilience at\u00e9 agora, voc\u00ea gravou todos os instrumentos. Como foi essa experi\u00eancia? Qual parte foi mais desafiadora no processo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rodrigo:<\/strong>&nbsp;Creio que sejam os vocais a parte mais desafiadora do processo de produ\u00e7\u00e3o. No Bad Resilience existem tr\u00eas vozes: sendo a principal um vocal gutural; uma secund\u00e1ria, com vocal rasgado; e uma terceira, gritada, sendo um apoio nos refr\u00f5es. Acho a parte mais trabalhosa do projeto. A experi\u00eancia \u00e9 muito prazerosa e todos os anos sair\u00e1 um single e um full-length, pelo menos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Guilherme G\u00f3es: Al\u00e9m disso, qual instrumento voc\u00ea tem maior familiaridade? E qual tem maior dificuldade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rodrigo:<\/strong>&nbsp;A familiaridade vem com as guitarras. Foi o meu primeiro instrumento, e isso traz uma facilidade sem limites. Neste projeto, trabalho exclusivamente com guitarras de sete cordas e baixo de seis cordas. A dificuldade vem na voz.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Guilherme G\u00f3es: Um dos pontos que mais chama aten\u00e7\u00e3o em&nbsp;<em>Mutilated Head<\/em>, primeiro disco completo, \u00e9 a qualidade da grava\u00e7\u00e3o<\/strong><strong>\u200a<\/strong><strong>\u2014<\/strong><strong>\u200aextremamente limpa, o que contrasta com a proposta mais crua comum no death metal e grindcore. Por que optou por essa abordagem mais lapidada na produ<\/strong><strong>\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rodrigo:<\/strong>&nbsp;A ideia \u00e9 propor algo diferente. Grindcore com produ\u00e7\u00e3o tosca \u00e9 o que mais tem, e isso tamb\u00e9m \u00e9 lindo. O Bad Resilience tem como maior diferencial a defini\u00e7\u00e3o. Muitas pessoas observam a limpeza na grava\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o. Outro diferencial \u00e9 que vendemos os arquivos de \u00e1udio em qualidade muito superior ao de uma m\u00eddia f\u00edsica como o CD. Sugerimos uma experi\u00eancia de escuta diferenciada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Guilherme G\u00f3es: O \u00e1lbum foi lan\u00e7ado recentemente e tem recebido bastante aten\u00e7\u00e3o. No YouTube, por exemplo, \u00e9 poss\u00edvel ver diversos coment\u00e1rios da galera elogiando a qualidade do trabalho. Voc\u00ea esperava essa repercuss\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rodrigo:<\/strong>&nbsp;Fiquei impressionado com o tanto de retorno positivo. Realmente, isso foi inesperado. V\u00e1rios selos daqui e de fora j\u00e1 tentaram fechar parcerias para prensar fitas K7, CDs, mas nada que, de fato, valesse a pena. <\/p>\n\n\n\n<p>O que mais tem \u00e9 selo que pretende:<br>&nbsp;a) te pagar com m\u00eddia f\u00edsica em vez de dinheiro;<br>&nbsp;b) fazer contratos sem nenhum sentido;<br>&nbsp;c) usar outros c\u00f3digos ISRCs que n\u00e3o do pr\u00f3prio produtor fonogr\u00e1fico do projeto;<br>&nbsp;d) te prender por dois \u00e1lbuns ou mais, no m\u00ednimo;<br>&nbsp;e) gerenciar o streaming e ficar com uma fatia da arrecada\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de muitas outras obtusidades.<br>Caso apare\u00e7a um selo com uma proposta decente, a conversa mudaria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Guilherme G\u00f3es: Apesar da recep\u00e7\u00e3o positiva, o Bad Resilience ainda n\u00e3o se apresentou ao vivo. Voc\u00ea pretende manter o projeto como algo exclusivamente de est\u00fadio? Ou h\u00e1 planos de montar uma forma\u00e7\u00e3o para os palcos? Em caso positivo, voc\u00ea pretende chamar outros m\u00fasicos ou usaria bases pr\u00e9-gravadas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rodrigo:<\/strong>&nbsp;N\u00e3o penso em apresenta\u00e7\u00f5es, por enquanto. Toco em mais de dez projetos musicais de forma paralela e g\u00eaneros diversos, e ficaria muito dif\u00edcil conciliar as coisas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Guilherme G\u00f3es: Quais s\u00e3o os planos para o projeto nos pr\u00f3ximos meses?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rodrigo:<\/strong>&nbsp;Em agosto sair\u00e1 o segundo \u00e1lbum. O t\u00edtulo ser\u00e1&nbsp;<em>No soy digno<\/em>. Ser\u00e3o trinta pedradas levemente mais agressivas que no \u00e1lbum de estreia. Haver\u00e1 diferen\u00e7as de timbre, tanto na bateria quanto no baixo e nas guitarras, e uma proposta mais limpa ainda. Al\u00e9m do Bad Resilience, ter\u00e1 um outro projeto chamado&nbsp;<em>Hemorragia Partid\u00e1ria<\/em>, especificamente de Noisecore, que sair\u00e1 no segundo semestre. Este ter\u00e1 uma postura exclusivamente de protesto, com mini-\u00e1lbuns extremamente conceituais e de no m\u00e1ximo 15 minutos de dura\u00e7\u00e3o. Aqui, a proposta ser\u00e1 a n\u00e3o defini\u00e7\u00e3o, o LOFI, a sujeira e uma gritaria linda que todo Noisecore tem, de praxe.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Guilherme G\u00f3es: Rodrigo, obrigado pela entrevista. Para encerrar, deixe uma mensagem para os nossos leitores.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rodrigo:<\/strong>&nbsp;Agrade\u00e7o de cora\u00e7\u00e3o pela oportunidade de mostrar o trabalho do Bad Resilience. Comercializamos camisetas e um kit digital com os arquivos de \u00e1udio em&nbsp;.wav 24 bits 48 kHz;&nbsp;.mp3 320 kbps 48 kHz, capa em alta resolu\u00e7\u00e3o e todas as letras. Interessados em apoiar o underground, nos procurem pelo site<a href=\"http:\/\/www.badresilience.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;www.badresilience.com<\/a>&nbsp;ou nas redes sociais como Instagram e Facebook, al\u00e9m de streamings como YouTube ou Bandcamp, exclusivamente.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rodrigo Chenta est\u00e1 envolvido com o metal e a m\u00fasica extrema desde a d\u00e9cada de 90. <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":31193,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[538,826,4],"tags":[],"class_list":["post-31186","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-entrevista","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/31186","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=31186"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/31186\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31198,"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/31186\/revisions\/31198"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/31193"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=31186"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=31186"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=31186"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}