{"id":35655,"date":"2026-02-07T23:01:41","date_gmt":"2026-02-07T23:01:41","guid":{"rendered":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/?p=35655"},"modified":"2026-02-07T23:04:55","modified_gmt":"2026-02-07T23:04:55","slug":"living-colour-volta-a-curitiba-como-referencia-formadora-de-musicos-e-produtores-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/?p=35655","title":{"rendered":"Living Colour volta a Curitiba como refer\u00eancia formadora de m\u00fasicos e produtores brasileiros"},"content":{"rendered":"\n<p id=\"viewer-egnu123466\">No final dos anos 1980, quando o rock ainda operava em compartimentos relativamente estanques, uma banda de Nova York come\u00e7ou a cruzar fronteiras sonoras de forma radical. Misturando metal, funk, soul, jazz, hardcore e rock alternativo, o <strong>Living Colour<\/strong> construiu uma identidade que escapava de classifica\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis e, ao mesmo tempo, influenciou gera\u00e7\u00f5es de m\u00fasicos ao redor do mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-0dymm16416\"><strong>No dia 1\u00ba de mar\u00e7o<\/strong>, o grupo retorna a Curitiba para um show na <strong>Live Curitiba<\/strong>. Para al\u00e9m do apelo hist\u00f3rico, a apresenta\u00e7\u00e3o reacende a mem\u00f3ria de uma banda que teve papel decisivo na forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica de m\u00fasicos brasileiros que hoje atuam como int\u00e9rpretes, produtores e articuladores da cena independente.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-f3atv16421\"><strong>Uma refer\u00eancia que abriu horizontes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-l2eeb16423\"><em>\u201cSe n\u00e3o existisse o Living Colour, provavelmente eu n\u00e3o seria m\u00fasico.\u201d<\/em> A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 de <strong>Andr\u00e9 Nisgoski<\/strong>, vocalista e guitarrista do <strong>Macumbazilla<\/strong>, produtor musical e um dos nomes ativos da cena alternativa do Sul do Brasil. O primeiro contato veio ainda no in\u00edcio dos anos 1990, quando ele aprendia a tocar baixo e tinha refer\u00eancias quase exclusivamente ligadas ao metal.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-xhmb316430\"><em>\u201cEu era Iron Maiden, Sepultura, Metallica, Chili Peppers. O Living Colour abriu todo um leque novo pra mim\u201d<\/em>, relata. O impacto veio a partir do \u00e1lbum <em>Time\u2019s Up<\/em> (1990). <em>\u201cMudou minha vis\u00e3o de r\u00edtmica, de constru\u00e7\u00e3o musical e at\u00e9 de melodias vocais. Talvez eu tivesse ficado s\u00f3 no metal. Talvez eu nem tocasse mais hoje.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-h8aoq16436\">Para Nisgoski, o vocalista <strong>Corey Glover<\/strong> ocupa um lugar singular na hist\u00f3ria do rock.<em> \u201cNa minha opini\u00e3o, ele \u00e9 o melhor vocalista do mundo. Sem sombra de d\u00favidas\u201d<\/em>, afirma. <em>\u201cA banda inteira \u00e9 fenomenal, mas a forma como ele canta me abriu para outra percep\u00e7\u00e3o musical que eu uso at\u00e9 hoje.\u201d<\/em><strong>O rock como lugar poss\u00edvel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-54s3v16444\">Se musicalmente o impacto \u00e9 profundo, no campo simb\u00f3lico ele se torna definitivo. Para <strong>Charles Gama<\/strong>, vocalista e guitarrista do <strong>Black Pantera<\/strong>, o Living Colour representou algo ainda mais b\u00e1sico: a possibilidade de se enxergar dentro do rock.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-cp87r16450\"><em>\u201cEu cresci gostando de rock, punk, hardcore, metal, mas sempre com pouca representatividade\u201d<\/em>, conta. <em>\u201cAt\u00e9 o dia em que um amigo chegou com um disco do Living Colour e disse: \u2018\u00e9 uma banda s\u00f3 de pretos, voc\u00ea vai gostar\u2019. Aquilo abriu minha mente de forma espl\u00eandida.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-ramlb16454\">Mais do que excel\u00eancia musical, o que marcou Charles foi o reconhecimento. <em>\u201cEram quatro caras pretos fazendo rock de primeira, com classe, com identidade. Isso moldou tudo. O Black Pantera nasceu porque eu ouvi Living Colour e consegui levar isso para os outros.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-eoysj16457\">A rela\u00e7\u00e3o extrapolou o simb\u00f3lico. Em 2022, o Black Pantera tocou com o Living Colour. Vieram convites para abrir shows no Brasil, encontros em ensaios e at\u00e9 uma homenagem no palco, quando a banda americana tocou \u201cType\u201d em refer\u00eancia ao grupo mineiro. <em>\u201cFoi a plenitude total. Voc\u00ea passa a vida perseguindo um sonho e, de repente, est\u00e1 ali, lado a lado com quem te inspirou\u201d<\/em>, diz Charles.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-o5wdg16461\"><strong>Influ\u00eancia al\u00e9m do som<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-oc8h516463\">A import\u00e2ncia do Living Colour tamb\u00e9m \u00e9 ressaltada pelo produtor e m\u00fasico <strong>Bruno Gomes<\/strong>, que integrou bandas como <strong>Sr. Banana<\/strong> e a extinta <strong>Boi Mam\u00e3o<\/strong>. Ele conheceu o grupo ainda na adolesc\u00eancia, entre 1989 e 1990, quando j\u00e1 tocava profissionalmente.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-qp40z16471\"><em>\u201cEles apareceram com algo totalmente novo, inusitado, diferente do que era apresentado na \u00e9poca\u201d<\/em>, afirma. <em>\u201cN\u00e3o era s\u00f3 o som, mas a est\u00e9tica e, principalmente, a atitude. Sempre acreditaram no que faziam, na ideologia, e seguiram em frente apesar das dificuldades.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-cwaul16475\">Gomes destaca o contexto adverso enfrentado pela banda em Nova York nos anos 1980. <em>\u201cEles sa\u00edram de um cen\u00e1rio dif\u00edcil, se impuseram e mostraram a cara pro mundo. Est\u00e3o a\u00ed at\u00e9 hoje, com mais de 40 anos de banda.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-lvlt616478\">Para ele, a for\u00e7a do Living Colour est\u00e1 justamente na soma entre postura e linguagem musical.<em> \u201cEssa mistura de metal, funk, rock pesado, soul, hip hop e jazz criou uma est\u00e9tica pr\u00f3pria, que inspirou muita gente e muitas bandas que vieram depois.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-552xz16481\"><strong>Expans\u00e3o e legado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-spg1516483\">Outro ponto ressaltado por Gomes \u00e9 a capacidade do Living Colour de extrapolar os limites do rock. <em>\u201cO som transcendeu. Os integrantes t\u00eam participa\u00e7\u00f5es com artistas como Mick Jagger, Madonna, Seal, Billy Idol, al\u00e9m de trabalhos no cinema, como no caso do Corey Glover\u201d<\/em>, observa.<em> \u201cEles n\u00e3o ficaram presos a um formato.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-chv6e16488\">Essa expans\u00e3o contribuiu para consolidar o grupo como refer\u00eancia n\u00e3o apenas musical, mas cultural. <em>\u201c\u00c9 uma banda que influencia pela personalidade forte, pela coer\u00eancia e pela longevidade.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-b86va16491\"><strong>T\u00e9cnica, efeitos e inova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-835am16493\">Para <strong>Ot\u00e1vio Madureira<\/strong>, m\u00fasico, produtor e propriet\u00e1rio do <strong>Rec\u2019n\u2019Roll Recording Studio<\/strong>, al\u00e9m de l\u00edder da banda <strong>Machete Bomb<\/strong>, o Living Colour tamb\u00e9m ocupa um lugar central no campo t\u00e9cnico e sonoro.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-ummvf16501\"><em>\u201cComo adorador de pedais e efeitos, n\u00e3o posso perder um show do Living Colour de jeito nenhum\u201d<\/em>, afirma. <em>\u201cO Vernon Reid \u00e9 o maior mestre dos efeitos e pedais de guitarra. Al\u00e9m do bom gosto, ele \u00e9 um g\u00eanio da composi\u00e7\u00e3o e um virtuose de alt\u00edssima qualidade.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-qvrvq16505\">Segundo Madureira, a abordagem de <strong>Reid<\/strong> influenciou diretamente gera\u00e7\u00f5es de guitarristas interessados em expandir o vocabul\u00e1rio do instrumento para al\u00e9m do tradicional.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-2kkyj16509\"><strong>Ao vivo, uma experi\u00eancia singular<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-dks3b16511\">Em 2024, Andr\u00e9 Nisgoski&nbsp; integrou a equipe da turn\u00ea do Living Colour pela Am\u00e9rica do Sul, experi\u00eancia que refor\u00e7ou a admira\u00e7\u00e3o constru\u00edda ao longo dos anos. <em>\u201cEles s\u00e3o \u00fanicos na qualidade de execu\u00e7\u00e3o musical ao vivo. Cada show tem nuances pr\u00f3prias, cheias de identidade\u201d<\/em>, diz. <em>\u201cApresentam um vigor incomum e entregam tudo.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-ltrzg16516\">Al\u00e9m da performance, o m\u00fasico destaca o aspecto humano.<em> \u201cS\u00e3o humildes, queridos. No caso do Living Colour, vale a pena conhecer seus \u00eddolos.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-4z7hj16519\">No \u00faltimo show da turn\u00ea, na Argentina, Nisgoski levou consigo o encarte original de <em>Time\u2019s Up<\/em> para ser autografado. <em>\u201cFalei pra eles que era muito f\u00e3 da banda. Fingir que n\u00e3o conhecia foi a parte mais dif\u00edcil da turn\u00ea.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-y30of16524\"><strong>Um show para quem ama m\u00fasica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-yf5gk16526\">Para Bruno Gomes, a passagem do Living Colour por Curitiba tem um peso especial.<em> \u201cTer a chance de ver o Living Colour aqui, no quintal de casa, \u00e9 realmente imperd\u00edvel\u201d<\/em>, afirma. <em>\u201cPoder presenciar m\u00fasicas como Cult of Personality, Time\u2019s Up e Little Man ao vivo \u00e9 uma oportunidade \u00fanica. \u00c9 um show para quem ama m\u00fasica de verdade.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1080\" height=\"1350\" src=\"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Poster-3_LivingColour.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-35656\" srcset=\"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Poster-3_LivingColour.png 1080w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Poster-3_LivingColour-240x300.png 240w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Poster-3_LivingColour-819x1024.png 819w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Poster-3_LivingColour-768x960.png 768w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Poster-3_LivingColour-200x250.png 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"viewer-468y316532\">Servi\u00e7o:<\/h3>\n\n\n\n<p id=\"viewer-rmsi916534\"><strong>Living Colour em Curitiba<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-7hf7120625\"><strong>Local: <\/strong>Live Curitiba<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-gus5620732\"><strong>Data:<\/strong> 1\u00ba de mar\u00e7o<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-v39rv20944\"><strong>Ingressos:<\/strong><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.bilheteriadigital.com\/living-colour-01-de-marco\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>https:\/\/www.bilheteriadigital.com\/living-colour-01-de-marco<\/u><\/a>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/handmade.customshop\">https:\/\/www.instagram.com\/handmade.customshop<\/a><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-0bfle18592\"><strong>Por<\/strong>: Daniela Farah<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No final dos anos 1980, quando o rock ainda operava em compartimentos relativamente estanques, uma banda de Nova York come\u00e7ou a cruzar fronteiras sonoras de forma radical. Misturando metal, funk, soul, jazz, hardcore e rock alternativo, o Living Colour construiu uma identidade que escapava de classifica\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis e, ao mesmo tempo, influenciou gera\u00e7\u00f5es de m\u00fasicos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":34804,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-35655","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35655","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=35655"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35655\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35657,"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/35655\/revisions\/35657"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/34804"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=35655"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=35655"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=35655"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}