{"id":35855,"date":"2026-02-13T17:37:26","date_gmt":"2026-02-13T17:37:26","guid":{"rendered":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/?p=35855"},"modified":"2026-02-13T17:37:27","modified_gmt":"2026-02-13T17:37:27","slug":"violator-retorna-implacavel-com-unholy-retribution","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/?p=35855","title":{"rendered":"Violator retorna implac\u00e1vel com \u201cUnholy Retribution\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>O tempo \u00e9 implac\u00e1vel, e perceber que j\u00e1 se passaram exatas duas d\u00e9cadas desde o lan\u00e7amento do debut <strong><em>\u201cChemical Assault\u201d<\/em><\/strong> (2006) \u00e9 um choque de realidade. Principalmente para quem passou dos 40 anos de idade. Os tempos de mosh nos shows muitas vezes deram lugar a rem\u00e9dios para coluna e movimentos mais comedidos, assim como o velho colete de patches cheirando a cerveja, jogado em um canto do guarda-roupa. O <strong>Violator<\/strong>, na ativa desde 2002, n\u00e3o \u00e9 mais aquela promessa da <em>&#8220;New Wave of Old School Thrash Metal&#8221;<\/em> de 20 anos atr\u00e1s, hoje a banda \u00e9 uma veterana e sobrevivente do caos, e mostra-se implac\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"440\" src=\"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/violator2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-35857\" srcset=\"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/violator2.jpg 750w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/violator2-300x176.jpg 300w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/violator2-370x217.jpg 370w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Muita coisa mudou nesse intervalo. Quem viveu o underground em meados dos anos 2000 lembra bem da explos\u00e3o de bandas tentando resgatar a sonoridade oitentista, numa \u00e9poca em que os shows eram um mar de coletes jeans lotados de patches e t\u00eanis cano alto branco. A cena, que chegou a ficar saturada, viu muitas dessas bandas ficarem pelo caminho ou mudarem de dire\u00e7\u00e3o. O <strong>Violator<\/strong>, no entanto, manteve-se firme, e <strong><em>\u201cUnholy Retribution\u201d<\/em><\/strong>, lan\u00e7ado ap\u00f3s um hiato de 12 anos sem um \u00e1lbum completo (o \u00faltimo foi \u201cScenarios of Brutality\u201d, de 2012), chega para provar que a banda transcendeu a &#8220;moda&#8221; da qual foi um dos principais expoentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Visualmente, a capa criada por <strong>Andrei Bouzikov<\/strong> j\u00e1 entrega o jogo e evoca uma nostalgia brutal e uma coincid\u00eancia tremenda. A arte traz uma est\u00e9tica que remete imediatamente \u00e0 capa de <strong><em>\u201cInvincible War\u201d<\/em><\/strong> (2002), do <strong>Bywar<\/strong>. N\u00e3o sei se a refer\u00eancia foi uma homenagem, mas ver aquelas figuras mal\u00e9volas evoca uma \u00e9poca empolgante e cheia de promessas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Violator - Hang The Merchants of Illusion\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/siQ0deCc99s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Musicalmente, o disco mostra que o tempo fez bem ao quarteto. A produ\u00e7\u00e3o de <strong>Yarne Heylen<\/strong> (do Project Zero Recording Studio) cortou alguns excessos sem mexer na pegada habitual do grupo. As guitarras de <strong>Capa\u00e7a <\/strong>(que aqui atende com o apelido de \u201cBloody Nightmare\u201d) e Cambito (vulgo \u201cChains Killer\u201d) soam cortantes, fugindo daquela sonoridade excessivamente comprimida de produ\u00e7\u00f5es modernas, com muita malevol\u00eancia e inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A abertura com <strong><em>&#8220;Hang the Merchants of Illusion&#8221;<\/em><\/strong> deixa claro que a velocidade continua sendo a lei, mas com uma maturidade de composi\u00e7\u00e3o que s\u00f3 a estrada traz. <strong>Poney<\/strong> (baixo\/vocal, ou, \u201cRet Crucifier\u201d) cria linhas vocais mais graves e controladas, casando com o tom mais s\u00e9rio e politizado das letras, enquanto <strong>David Araya<\/strong> (Bone Crusher) segue sendo uma m\u00e1quina de d-beat. Faixas como <strong><em>&#8220;Cult of Death&#8221;<\/em><\/strong> mostram que, mesmo com a mudan\u00e7a nos ventos da cena e o envelhecimento do p\u00fablico (e da pr\u00f3pria banda), a energia permanece intacta. Ao vivo n\u00e3o deve ser diferente. A quebrada mais cadenciada na metade da m\u00fasica me lembrou uma sonoridade meio anos 90, com guitarras serra el\u00e9trica \u00e0 la HM-2. Destaque para os solos de guitarra, abismais!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ou\u00e7a:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Unholy Retribution\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/49jf5Qqvx0ER8IED8Nj7Wq?si=kkhrKMLxQ8OqVdlx6a7QIQ&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Um fator interessante que permeia o \u00e1lbum s\u00e3o algumas refer\u00eancias \u00e0 <strong>Sepultura<\/strong> antigo, como em <strong><em>\u201cThe Evil Order\u201d<\/em><\/strong>, uma ode \u00e0 fase <strong><em>\u201cBestial\/Morbid\u201d<\/em><\/strong>. Nota-se tamb\u00e9m uma guinada maior ao Death Metal old school em algumas faixas, algo que j\u00e1 vem incrustado nas influ\u00eancias dos integrantes e de projetos paralelos, como na j\u00e1 citada faixa de abertura <strong><em>&#8220;Hang the Merchants of Illusion&#8221;<\/em><\/strong>, onde h\u00e1 umas quebradas meio <strong>Hellhammer\/Celtic Frost<\/strong>. O encerramento f\u00fanebre com <strong><em>\u201cVengeance Storm\u201d <\/em><\/strong>d\u00e1 o tom do \u00e1lbum, um misto do velho <strong>Violator<\/strong> com o que a banda representa no momento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u201cUnholy Retribution\u201d<\/em><\/strong>, que saiu pela <strong>Kill Again Records <\/strong>em setembro de 2025<strong>,<\/strong> figura como um dos melhores discos do ano que se passou. Enquanto muitos penduraram os coletes, o <strong>Violator<\/strong> segue honrando o Crossover e o Thrash, criando um \u00e1lbum direto e essencial para entender o Metal sul-americano atual. O <strong>Violator<\/strong> n\u00e3o reinventa a roda, mas a faz girar com uma viol\u00eancia que faltava em meio \u00e0 uma s\u00e9rie de lan\u00e7amentos pl\u00e1sticos e sem feeling. \u00c9 para cair no mosh e curtir uma tempestade de riffs infernais e aquele \u201ctu p\u00e1 tu p\u00e1\u201d t\u00e3o empolgante que s\u00f3 os \u201cviolas\u201d sabem fazer.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Violator - Chapel of the Sick (Official Music Video)\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hI0aItyDd-U?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O tempo \u00e9 implac\u00e1vel, e perceber que j\u00e1 se passaram exatas duas d\u00e9cadas desde o lan\u00e7amento do debut \u201cChemical Assault\u201d (2006) \u00e9 um choque de realidade. 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