{"id":36364,"date":"2026-02-28T05:13:12","date_gmt":"2026-02-28T05:13:12","guid":{"rendered":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/?p=36364"},"modified":"2026-02-28T05:13:14","modified_gmt":"2026-02-28T05:13:14","slug":"kreator-une-quatro-decadas-de-historia-em-krushers-of-the-world","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/?p=36364","title":{"rendered":"Kreator une quatro d\u00e9cadas de hist\u00f3ria em &#8220;Krushers of the World&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>Com <strong><em>\u201cKrushers of the World\u201d<\/em><\/strong> nas prateleiras e plataformas desde janeiro via <strong>Nuclear Blast<\/strong>, <strong>Mille<\/strong> <strong>Petrozza<\/strong> e companhia mostram exatamente por que seguem no topo do Metal europeu. Se algu\u00e9m ainda aguardava uma volta \u00e0quela sonoridade crua de 1985, vai se decepcionar. Este disco carimba de vez o quarto cap\u00edtulo da carreira do grupo: o <em>&#8220;Kreator de est\u00e1dio&#8221;<\/em>, polido e projetado para funcionar em grandes festivais, com muita melodia e pomposidade. Para os f\u00e3s mais tradicionais, pode soar enfadonho, para os f\u00e3s de cabe\u00e7a mais aberta, j\u00e1 acostumados com as v\u00e1rias facetas do grupo, nada muda.<\/p>\n\n\n\n<p>Para compreender o \u00e1lbum, \u00e9 preciso olhar justamente para o que o <strong>Kreator <\/strong>tem criado em todas estas d\u00e9cadas. Assim como muitas bandas que gosto, muitas passaram por diversas transforma\u00e7\u00f5es. E a d\u00e9cada de 90 foi uma esp\u00e9cie de divisor de \u00e1guas e laborat\u00f3rio de testes.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato \u00e9 que a banda j\u00e1 n\u00e3o tem aquela agressividade primitiva da primeira fase (at\u00e9 \u201cComa of Souls\u201d), onde a velocidade e a agressividade ditavam as regras. Embora faixas como <strong><em>\u201cSatanic Anarchy\u201d,<\/em><\/strong> <strong><em>&#8220;Blood of Our Blood&#8221;<\/em><\/strong> e <strong><em>&#8220;Barbarian&#8221;<\/em><\/strong> tragam riffs que remetem ao final dos anos 80 e sejam agressivas, a execu\u00e7\u00e3o \u00e9 bem diferente, afinal, nem sempre se pode viver da mesma sonoridade, como o <strong>AC\/DC. <\/strong>O antigo <strong>Kreator <\/strong>est\u00e1 l\u00e1, mas com uma roupagem e produ\u00e7\u00e3o mais encorpada.<\/p>\n\n\n\n<p>O disco tamb\u00e9m acena para a segunda fase (de \u201cRenewal\u201d a \u201cEndorama\u201d), o per\u00edodo experimental e controverso dos anos 90. Em algumas faixas podemos notar alguns elementos daqueles \u00e1lbuns. Particularmente, sou grande f\u00e3 deste per\u00edodo e de todos os discos lan\u00e7ados naquela \u00e9poca, principalmente <strong><em>\u201cRenewal\u201d <\/em><\/strong>com sua crueza industrial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Assista:<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"KREATOR - Satanic Anarchy (OFFICIAL MUSIC VIDEO)\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rv9arEpXBLE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>A espinha dorsal de <strong><em>\u201cKrushers of the World\u201d<\/em><\/strong>, no entanto, vem da fus\u00e3o das duas eras seguintes. A estrutura das m\u00fasicas e as guitarras g\u00eameas (e mel\u00f3dicas) de <strong>Mille<\/strong> e <strong>Sami Yli-Sirni\u00f6<\/strong> s\u00e3o herdeiras diretas da terceira fase (de \u201cViolent Revolution\u201d a \u201cPhantom Antichrist\u201d). Foi ali que o grupo incorporou a escola de Gotemburgo ao Thrash alem\u00e3o: melodia e agressividade andando juntas. <strong><em>&#8220;Seven Serpents&#8221;<\/em><\/strong> \u00e9 o exemplo claro: t\u00e9cnica apurada e refr\u00e3os que grudam na cabe\u00e7a logo na primeira audi\u00e7\u00e3o, al\u00e9m, \u00e9 claro, de muitas guitarras mel\u00f3dicas e uma pegada meio Power Metal, pela velocidade e estilo dos riffs.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso nos leva ao momento presente, a quarta fase (de \u201cGods of Violence\u201d at\u00e9 agora), onde a produ\u00e7\u00e3o de <strong>Jens Bogren<\/strong> define a sonoridade. Tudo \u00e9 grandioso, e \u00e0s vezes a banda exagera nesse quesito. De qualquer forma, a bateria de <strong>Ventor<\/strong> tem um peso impressionante, e o baixo de <strong>Fr\u00e9d\u00e9ric Leclercq<\/strong> ganha destaque. <strong><em>&#8220;Satanic Anarchy&#8221;<\/em><\/strong> resume bem o que vimos at\u00e9 aqui: um hino feito sob medida para o <strong>Wacken Open Air<\/strong>, com andamentos mais cadenciados, seguidos por partes refr\u00e3os mel\u00f3dicos, muitos riffs, solos fritados e encaixes de velocidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ah, n\u00e3o podemos esquecer de falar da bel\u00edssima arte da capa, criada pelo mago contempor\u00e2neo <strong>Zbigniew Bielak<\/strong> (que j\u00e1 fez capas para o Ghost). \u00c9 tanta refer\u00eancia que precisaria de um texto pr\u00f3prio para destrinch\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u201cKrushers of the World\u201d<\/em><\/strong> segue a l\u00f3gica do <strong>Kreator<\/strong>, equilibrando o legado de quatro d\u00e9cadas de forma inteligente: tem a agressividade da fase cl\u00e1ssica, a ousadia dos anos 90, a melodia da retomada nos anos 2000 e a pompa atual. Acho que \u00e9 a melhor maneira de definir este \u00e1lbum. \u00c9 o registro de uma banda que sobreviveu a todas as tend\u00eancias e devaneios (e alguns erros) do Thrash e criou uma sonoridade pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Ou\u00e7a:<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Krushers Of The World\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/654l01PNNorXhMXu0vj8Jv?utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"893\" height=\"860\" src=\"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/kreator-foto.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-36366\" srcset=\"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/kreator-foto.jpg 893w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/kreator-foto-300x289.jpg 300w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/kreator-foto-768x740.jpg 768w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/kreator-foto-260x250.jpg 260w\" sizes=\"auto, (max-width: 893px) 100vw, 893px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com \u201cKrushers of the World\u201d nas prateleiras e plataformas desde janeiro via Nuclear Blast, Mille Petrozza e companhia mostram exatamente por que seguem no topo do Metal europeu. 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