{"id":36494,"date":"2026-03-06T02:51:54","date_gmt":"2026-03-06T02:51:54","guid":{"rendered":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/?p=36494"},"modified":"2026-03-06T02:51:55","modified_gmt":"2026-03-06T02:51:55","slug":"open-the-coffin-faz-uma-ode-ao-death-metal-noventista-com-once-alive-always-dead","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/?p=36494","title":{"rendered":"Open the Coffin faz uma ode ao Death Metal noventista com \u201cOnce Alive Always Dead\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>O Death Metal, quando executado por quem entende e respeita suas ra\u00edzes, n\u00e3o precisa de invencionices ou apelo a modernidades. <strong><em>\u201cOnce Alive Always Dead\u201d<\/em><\/strong>, segundo disco do projeto potiguar <strong>Open the Coffin<\/strong>, lan\u00e7ado em abril do ano passado, \u00e9 a prova material disso. Idealizado por <strong>Cl\u00e1udio Slayer<\/strong>, que gravou vocais, baixo e guitarra, o \u00e1lbum soa como uma exuma\u00e7\u00e3o sonora: sujo, r\u00edspido e totalmente focado na velha escola do Metal extremo. Mas al\u00e9m da m\u00fasica em si, h\u00e1 v\u00e1rias coisas que chamam a aten\u00e7\u00e3o. O t\u00edtulo do trabalho \u00e9 uma delas: <em>\u201cUma vez vivo, sempre morto\u201d<\/em>. Genial!<\/p>\n\n\n\n<p>A arte da capa j\u00e1 nos deixa preparados para o que esperar desta obra. Ela carrega a assinatura do ga\u00facho <strong>Marcos Miller<\/strong>, um dos maiores artistas do underground sul-americano. Basicamente, \u00e9 como se o pintor <strong>Hieronymus Bosch<\/strong> voltasse do mundo dos mortos e resolvesse criar capas de Metal propriamente ditas, afinal, suas obras poderiam ser usadas facilmente com este prop\u00f3sito.<\/p>\n\n\n\n<p>Longe da assepsia das ilustra\u00e7\u00f5es digitais de hoje, e do uso desenfreado de intelig\u00eancia artificial, o tra\u00e7o de <strong>Miller<\/strong> traduz a podrid\u00e3o do \u00e1lbum com maestria. Nada melhor do que trabalhar com um artista que ama o que faz e entende o que a velha escola exige: uma atmosfera f\u00fanebre, de pura decad\u00eancia e cheiro de cemit\u00e9rio. \u00c9 clich\u00ea? Sim, e quem n\u00e3o adora um clich\u00ea no Metal?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/open-foto-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-36496\" srcset=\"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/open-foto-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/open-foto-300x200.jpg 300w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/open-foto-768x512.jpg 768w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/open-foto-370x247.jpg 370w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/open-foto.jpg 1368w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>As sess\u00f5es de grava\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum ocorreram entre abril e maio de 2025 no <strong>Black Hole Studio<\/strong>, em Natal, sob o comando de <strong>Fl\u00e1vio &#8220;Horroroso&#8221; Fran\u00e7a <\/strong>e <strong>Leonardo &#8220;Dumal&#8221; Cunha<\/strong>. A mixagem e a masteriza\u00e7\u00e3o, feitas pelo est\u00fadio <strong>Heavy Track<\/strong> (SP), preservaram a sujeira anal\u00f3gica. O grande acerto da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 justamente isso, tudo ali soa org\u00e2nico, fugindo das baterias trigadas e das guitarras plastificadas que infestam parte do cen\u00e1rio atual. \u00c9 Metal em estado bruto.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Logo na primeira m\u00fasica, o timbre rasgado da guitarra toma conta. O uso do cl\u00e1ssico pedal HM-2 despeja o tradicional som de motosserra que definiu o Death Metal sueco nos anos 90. Distribu\u00eddas em pouco mais de meia hora, faixas como <strong><em>&#8220;Burn My Coffin&#8221;<\/em><\/strong> e a pr\u00f3pria m\u00fasica-t\u00edtulo s\u00e3o diretas e empolgantes. O baixo estourado e os vocais agoniantes carregam a tem\u00e1tica de horror e zumbis com muita naturalidade. Para a bateria, <strong>Cl\u00e1udio Slayer <\/strong>contou novamente com os pr\u00e9stimos de <strong>Fl\u00e1vio Neves<\/strong>, que executa um trabalho de primeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o resultado final \u00e9 bem homog\u00eaneo, fica at\u00e9 dificil escolher alguma faixa preferida, mas al\u00e9m das duas citadas acima, temos por obriga\u00e7\u00e3o citar <strong><em>\u201cZombified\u201d<\/em><\/strong> e <strong><em>\u201cTudo Pertence \u00e0 Morte\u201d<\/em><\/strong>, essa \u00faltima com um refr\u00e3o, na melhor das hip\u00f3teses, grudento e p\u00fatrido:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cEu sou o senhor do caix\u00e3o<\/em><br><em>E tudo pertence a morte<\/em><br><em>Eu sou o senhor do caix\u00e3o<\/em><br><em>E tudo pertence a morte\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Esse aceno a cantar em l\u00edngua portuguesa abre um leque de possibilidades. Primeiro, porque o resultado ficou muito bom, f\u00e1cil de cantar junto. Segundo, deixa o material mais rico e certamente d\u00e1 ao projeto uma nova identidade, sem ficar ref\u00e9m de letras em ingl\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, para quem j\u00e1 conhece o <strong>Open the Coffin<\/strong>, sabe que \u00e9 um trabalho sem firulas, excelente para deixar rodar e curtir sem pretens\u00f5es esta que \u00e9 uma verdadeira ode ao Death Metal. Embora 2025 j\u00e1 tenha passado e 2026 tenha efetivamente come\u00e7ado, <strong><em>\u201cOnce Alive Always Dead\u201d <\/em><\/strong>ainda est\u00e1 fresco como um cad\u00e1ver e certamente \u00e9 um dos melhores \u00e1lbuns lan\u00e7ados do ano que passou. Se voc\u00ea curtir Death Metal \u201cold school\u201d, \u00e9 um prato che\u00edssimo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ou\u00e7a:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Once Alive Always Dead\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/3gERkvYdDiRQr5nTtUx3Qg?si=hprjxuWRTte2UReqfsnL5w&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Death Metal, quando executado por quem entende e respeita suas ra\u00edzes, n\u00e3o precisa de invencionices ou apelo a modernidades. \u201cOnce Alive Always Dead\u201d, segundo disco do projeto potiguar Open the Coffin, lan\u00e7ado em abril do ano passado, \u00e9 a prova material disso. 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