{"id":37127,"date":"2026-03-27T14:10:27","date_gmt":"2026-03-27T14:10:27","guid":{"rendered":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/?p=37127"},"modified":"2026-04-02T02:25:26","modified_gmt":"2026-04-02T02:25:26","slug":"deathgeist-atinge-o-apice-com-underworld-seu-mais-inspirado-album-confira-resenha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/?p=37127","title":{"rendered":"Deathgeist atinge o \u00e1pice com &#8220;Underworld&#8221;, seu mais inspirado \u00e1lbum; confira resenha"},"content":{"rendered":"\n<p>Quem acompanhou o Thrash Metal brasileiro na d\u00e9cada de 1990, certamente ouvia <strong>Bywar <\/strong>ou pelo menos tinha conhecimento da banda. Do seu surgimento em diante, foram lan\u00e7ados quatro excelentes \u00e1lbuns, que ajudaram a moldar o estilo e o gosto pelo \u201cold school\u201d de muita gente, afinal, desde a primeira demo, <strong><em>\u201cThe Evil&#8217;s Attack\u201d<\/em><\/strong>, de 1998, at\u00e9 o \u00faltimo \u00e1lbum, <strong><em>\u201cAbduction\u201d<\/em><\/strong>, de 2011, o que pudemos ouvir foi um verdadeiro resgate do Thrash oitentista, que, gra\u00e7as \u00e0 banda, serviu como refer\u00eancia para uma gera\u00e7\u00e3o sedenta por mosh e colete de patches.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, t\u00ednhamos bandas como o <strong>Brutal<\/strong> <strong>Faith<\/strong> e o <strong>Panzer<\/strong>, que adotavam uma sonoridade pesada, mas com um toque de groove, lan\u00e7ando \u00f3timos discos e fazendo shows sempre empolgantes. Por fim, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 2000, apareceu o <strong>Woslow<\/strong>, injetando sangue novo na cena. Desta mistura entre as ra\u00edzes do Thrash e a \u201cmodernidade\u201d do Groove, temos a bagagem de <strong>Adriano Perfetto<\/strong> (vocal e guitarra) e <strong>Victor Regep <\/strong>(guitarra), ambos ex-integrantes do <strong>Bywar<\/strong>, e ao lado da dupla, <strong>Maur\u00edcio Bertoni<\/strong> (baixo), ex-<strong>Panzer<\/strong> e <strong>Brutal<\/strong> <strong>Faith<\/strong> e <strong>Fernando Oster<\/strong> (bateria), ex-<strong>Woslow<\/strong>, formando um time com experi\u00eancia e que entende do riscado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ou\u00e7a:<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Underworld\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/4ufSlyqPIFGBYEJdd4hF0e?si=GqzzUbw-RCOlXz3hDqL-2w&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Na ativa desde 2017, o <strong>Deathgeist <\/strong>j\u00e1 acumula, com <strong><em>\u201cUnderworld\u201d<\/em><\/strong>, quatro \u00e1lbuns de est\u00fadio, uma discografia consistente e em crescente amadurecimento. E esta \u00e9 a palavra que podemos usar aqui, para definir o disco de forma clara. Musicalmente, o trabalho prop\u00f5e uma quebra de expectativa para quem acompanha os primeiros lan\u00e7amentos do grupo. O Thrash da banda segue como foco, mas h\u00e1 um espa\u00e7o muito maior para uma abordagem mais pr\u00f3xima do Heavy Metal tradicional, resultando em composi\u00e7\u00f5es um pouco mais mel\u00f3dicas. Algo, que ali\u00e1s, sempre esteve incrustado no background dos integrantes. A din\u00e2mica entre <strong>Perfetto<\/strong> e <strong>Regep<\/strong>, resultado de d\u00e9cadas de parceria, \u00e9 o grande alicerce dessa nova fase, com foco na constru\u00e7\u00e3o de riffs elaborados, harmonias de guitarras g\u00eameas que remetem \u00e0 NWOBHM e solos muito bem articulados, valorizando a melodia. Destaque tamb\u00e9m para a bel\u00edssima capa, criada por <strong>Regep.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O diferencial de <strong><em>&#8220;Underworld&#8221; <\/em><\/strong>reside exatamente nessa vibe: enquanto o instrumental se mostra t\u00e9cnico e polido, as linhas vocais de <strong>Perfetto<\/strong> mant\u00eam uma rispidez r\u00fastica, flertando com o famigerado Blackened Thrash. Esse contraste impede que o material soe artificial ou perca a agressividade caracter\u00edstica da banda.<\/p>\n\n\n\n<p>Para sustentar essas varia\u00e7\u00f5es de andamento, a cozinha formada por <strong>Maur\u00edcio Bertoni<\/strong> e <strong>Fernando Oster<\/strong> n\u00e3o deixa furos, enquanto a inser\u00e7\u00e3o pontual de sintetizadores adiciona um \u201calgo a mais\u201d, o que faz muita diferen\u00e7a. Faixas como a hom\u00f4nima <strong><em>&#8220;Underworld&#8221;<\/em><\/strong>, que abre a bolacha, seguida de <strong><em>&#8220;Mind Games&#8221; <\/em><\/strong>(com destaque para o baixo), exp\u00f5em esta nova fase do <strong>Deathgeist<\/strong>, e o resultado \u00e9 empolgante. H\u00e1 muita melodia, riffs anavalhados e empolgantes, perfeitos para o mosh. A faixa-t\u00edtulo, diga-se de passagem, torna-se viciante ap\u00f3s algumas audi\u00e7\u00f5es, sobretudo pelos riffs despejados em profus\u00e3o e ao seu ritmo veloz, com momentos mais cadenciados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u201cDestination Dust\u201d<\/em><\/strong> vem na sequ\u00eancia com \u00f3timas linhas de bateria, acompanhadas por mais uma overdose de riffs (que inspira\u00e7\u00e3o hein?), enquanto os vocais de <strong>Perfetto <\/strong>me trouxeram \u00e0 mente alguns nomes obscuros do Thrash Metal devido ao seu estilo de cantar. <strong><em>\u201cThe Kraken&#8217;s Wrath\u201d<\/em><\/strong> possui uma pegada mezzo veloz mezzo cadenciada, com riffs empolgantes e um trecho mais calmo, com dedilhados e sintetizadores, que abre espa\u00e7o para um final que alterna entre velocidade e \u00f3timas linhas de bateria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u201cUFO Inc.\u201d<\/em><\/strong> \u00e9, talvez, a faixa mais experimental, focando em colocar o p\u00e9 no freio e investindo em guitarras pesadas e uma cozinha cadenciada. <strong><em>\u201cLast Memories\u201d<\/em><\/strong> \u00e9 quase uma balada, muito bem constru\u00edda e mel\u00f3dica, ao passo que <strong><em>\u201cWhen Darkness Falls\u201d<\/em><\/strong> traz de volta a velocidade, guiada por riffs inspirados. A pen\u00faltima, <strong><em>\u201cIn the Darkwood\u201d<\/em><\/strong>, tem bons momentos, principalmente de solos de guitarra, abrindo caminho para a finaliza\u00e7\u00e3o com a clim\u00e1tica e quase \u00e9pica <strong><em>\u201cSkinwalkers\u201d<\/em><\/strong>, que fecha o \u00e1lbum mostrando a for\u00e7a do grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>O que fica evidente ap\u00f3s a audi\u00e7\u00e3o de <strong><em>\u201cUnderworld\u201d<\/em><\/strong> \u00e9 que os integrantes souberam usar a sua experi\u00eancia para n\u00e3o soar datado ou repetitivo. \u00c9 um prato cheio tanto para os velhos f\u00e3s de Thrash que buscam riffs cortantes, quanto para quem aprecia incurs\u00f5es pelo Heavy Metal tradicional. Este \u00e9, sem sombra de d\u00favidas, o melhor e mais inspirado trabalho do quarteto at\u00e9 aqui.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"658\" src=\"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/deathgeist-foto.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-37128\" srcset=\"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/deathgeist-foto.jpg 900w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/deathgeist-foto-300x219.jpg 300w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/deathgeist-foto-768x561.jpg 768w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/deathgeist-foto-342x250.jpg 342w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem acompanhou o Thrash Metal brasileiro na d\u00e9cada de 1990, certamente ouvia Bywar ou pelo menos tinha conhecimento da banda. 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