{"id":39194,"date":"2026-06-10T12:26:40","date_gmt":"2026-06-10T12:26:40","guid":{"rendered":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/?p=39194"},"modified":"2026-06-10T12:26:41","modified_gmt":"2026-06-10T12:26:41","slug":"interpol-anuncia-novo-album-this-mirror-weighs-a-ton-e-compartilha-2-faixas-novas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/?p=39194","title":{"rendered":"Interpol anuncia novo \u00e1lbum \u201cThis Mirror Weighs a Ton\u201d e compartilha 2 faixas novas"},"content":{"rendered":"\n<pre id=\"viewer-6f2k028225\" class=\"wp-block-preformatted\">Cr\u00e9dito: Elliot Lee Hazel<\/pre>\n\n\n\n<p id=\"viewer-d3y8a28599\"><strong><em>Com lan\u00e7amento em 28 de agosto, disco ser\u00e1 a estreia no selo Partisan Records<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-fw83827859\">O <strong>Interpol <\/strong>anunciou hoje seu novo \u00e1lbum, <strong><em>This Mirror Weighs a Ton<\/em><\/strong>, o primeiro em quatro anos e tamb\u00e9m o primeiro lan\u00e7ado pelo selo <strong>Partisan Records<\/strong>. O disco chega em 28 de agosto e \u00e9 antecipado pelas duis primeiras faixas divulgadas: a faixa-t\u00edtulo e \u201cSee Out Loud\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-zdcu824117\">Produzido por <strong>Andrew Wyatt<\/strong>&nbsp;(ROSAL\u00cdA, Charli XCX) e mixado por <strong>David Fridmann<\/strong>&nbsp;(Sleater-Kinney, MGMT), <em>This Mirror Weighs a Ton<\/em>&nbsp;amplia a paleta sonora do Interpol com a adi\u00e7\u00e3o de cordas, instrumentos de sopro, harmonias vocais em camadas, viol\u00e3o e experimenta\u00e7\u00f5es de design de som, sem abandonar a identidade r\u00edtmica e mel\u00f3dica caracter\u00edstica da banda. O \u00e1lbum foi gravado no est\u00fadio de Wyatt, no Lower East Side de Manhattan, marcando a primeira vez em mais de uma d\u00e9cada que o grupo grava um disco em sua cidade natal.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-ji05x24125\">As faixas <strong>\u201cThis Mirror Weighs a Ton\u201d <\/strong>e <strong>\u201cSee Out Loud\u201d<\/strong> exploram a dualidade, mostrando o Interpol expandindo os limites de sua pr\u00f3pria sonoridade sem perder a ess\u00eancia que o tornou uma refer\u00eancia. A faixa-t\u00edtulo se desenvolve como uma revela\u00e7\u00e3o gradual, guiada por linhas de baixo distorcidas, movimentos ondulantes, texturas vocais fantasmag\u00f3ricas e um design de som imersivo que transforma a linguagem familiar da banda em algo mais amplo e sutilmente estranho. J\u00e1 \u201cSee Out Loud\u201d aposta em ritmos tensos, guitarras cortantes e na atmosfera noturna t\u00e3o associada ao Interpol, enriquecida por harmonias vocais sobrepostas, mudan\u00e7as de perspectiva e uma rara participa\u00e7\u00e3o vocal de Daniel Kessler \u2014 sua primeira desde \u201cPDA\u201d, do \u00e1lbum <em>Turn On The Bright Lights<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: This Mirror Weighs a Ton\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/track\/49g3szYE0qIgP76FqQz2Oh?si=732b1fc904854bb5&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>O t\u00edtulo do \u00e1lbum surgiu a partir do processo de improvisa\u00e7\u00e3o vocal de Paul Banks, no qual melodias e frases s\u00e3o desenvolvidas simultaneamente. Temas como reflex\u00e3o, percep\u00e7\u00e3o e tens\u00e3o emocional atravessam o disco, cuja capa traz uma obra da artista <strong>Addie Wagenknecht<\/strong>, atualmente parte da cole\u00e7\u00e3o permanente do Whitney Museum of American Art.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: See Out Loud\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/track\/0xPCZvjwl2myKKPhw4Rqhj?si=d69cc7f3fa8b4642&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"viewer-fjujr29832\">Nos \u00faltimos dois anos, o Interpol permaneceu em atividade praticamente ininterrupta, liderando festivais e apresenta\u00e7\u00f5es em arenas pela Europa, Am\u00e9rica Latina e \u00c1sia. Com n\u00fameros de streaming em alta hist\u00f3rica e um p\u00fablico cada vez maior ao redor do mundo, a banda viveu um momento marcante ao realizar seu maior show at\u00e9 hoje na Cidade do M\u00e9xico, diante de mais de 200 mil pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-5n75u24135\">No in\u00edcio deste ano, o grupo tamb\u00e9m se apresentou no <strong>Coachella Valley Music and Arts Festival<\/strong>, onde estreou ao vivo m\u00fasicas do novo \u00e1lbum, incluindo \u201cSee Out Loud\u201d e \u201cWings on Fire\u201d. No pr\u00f3ximo m\u00eas, o Interpol inicia uma turn\u00ea norte-americana de 23 datas. Os ingressos j\u00e1 est\u00e3o \u00e0 venda pelo site oficial da banda.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-9oilx24183\"><strong><em>This Mirror Weighs a Ton<\/em><\/strong><strong>&nbsp;Tracklist<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>This Mirror Weighs a Ton<\/li>\n\n\n\n<li>See Out Loud<\/li>\n\n\n\n<li>Iron City<\/li>\n\n\n\n<li>Wounded Soldier<\/li>\n\n\n\n<li>Wings On Fire<\/li>\n\n\n\n<li>Ever The Actor<\/li>\n\n\n\n<li>So Rides The Reindeer<\/li>\n\n\n\n<li>Darling Thoughts<\/li>\n\n\n\n<li>Wake Up<\/li>\n\n\n\n<li>Enemy<\/li>\n\n\n\n<li>Bird and The Serpent<\/li>\n\n\n\n<li>Sudden<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Interpol_TMWT_Cover_F_RGB-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-39195\" srcset=\"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Interpol_TMWT_Cover_F_RGB-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Interpol_TMWT_Cover_F_RGB-300x300.jpg 300w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Interpol_TMWT_Cover_F_RGB-500x500.jpg 500w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Interpol_TMWT_Cover_F_RGB-768x768.jpg 768w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Interpol_TMWT_Cover_F_RGB-1536x1536.jpg 1536w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Interpol_TMWT_Cover_F_RGB-2048x2048.jpg 2048w, https:\/\/heavymetalonline.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Interpol_TMWT_Cover_F_RGB-250x250.jpg 250w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"viewer-93ovw30252\"><strong>Mais sobre <\/strong><strong><em>This Mirror Weighs A Ton<\/em><\/strong><strong>:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-xj1v924228\">Por mais de duas d\u00e9cadas, o Interpol refinou uma linguagem pr\u00f3pria baseada em conten\u00e7\u00e3o, atmosfera e tens\u00e3o. Por isso, h\u00e1 algo discretamente desconcertante no momento que abre <em>This Mirror Weighs a Ton<\/em>. N\u00e3o porque a banda abandone sua identidade, mas porque a refrata \u2014 dobrando formas familiares em algo levemente estranho, como se fossem vistas sob uma nova luz.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-duubg24232\">De forma apropriada, o \u00e1lbum come\u00e7a com sua faixa-t\u00edtulo, cujo nome surgiu antes mesmo de seu significado. Segundo Paul Banks, a frase emergiu daquele territ\u00f3rio subconsciente onde melodia e linguagem se confundem. A m\u00fasica segue uma l\u00f3gica semelhante: parte de uma estrutura minimalista e cresce at\u00e9 se tornar algo vasto e textural, com baixos distorcidos, uma voz feminina sem palavras e uma sensa\u00e7\u00e3o de movimento semelhante \u00e0 das mar\u00e9s. \u00c9 claramente Interpol, mas n\u00e3o totalmente reconhec\u00edvel da forma como sua m\u00fasica costumava ser. A faixa estabelece um tom n\u00e3o de reinven\u00e7\u00e3o, mas de expans\u00e3o \u2014 de uma banda disposta a seguir seus instintos rumo ao desconhecido.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-y6a2v24234\">Essa disposi\u00e7\u00e3o sempre esteve enraizada na rela\u00e7\u00e3o criativa entre Paul Banks, Daniel Kessler e Sam Fogarino, uma parceria que se aproxima de tr\u00eas d\u00e9cadas. Trata-se de uma colabora\u00e7\u00e3o marcada pelo alinhamento intuitivo e pela pouca necessidade de comunica\u00e7\u00e3o expl\u00edcita. Kessler comp\u00f5e sozinho, usando a mesma guitarra que possui desde a adolesc\u00eancia, em sua casa, assistindo a filmes antigos durante as primeiras horas da manh\u00e3, criando m\u00fasicas que chegam quase completas. Banks ent\u00e3o reage a elas, encontrando caminhos mel\u00f3dicos e l\u00edricos que parecem ao mesmo tempo inevit\u00e1veis e surpreendentes.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-ifbm124236\">Como ele pr\u00f3prio define, trata-se de uma din\u00e2mica de \u201cmanteiga de amendoim e geleia\u201d: elementos distintos que s\u00f3 fazem sentido pleno quando combinados. O mais impressionante, tantos anos depois, n\u00e3o \u00e9 apenas que essa qu\u00edmica permane\u00e7a intacta, mas que ela continue gerando impulso criativo. \u201cO po\u00e7o nunca secou\u201d, afirma Kessler. Essa rela\u00e7\u00e3o \u2014 moldada pelo tempo, pela dist\u00e2ncia geogr\u00e1fica e pelas experi\u00eancias compartilhadas \u2014 \u00e9 o que permite \u00e0 banda evoluir sem perder sua ess\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-o0uaq24238\">Um momento ocorrido no in\u00edcio da cria\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum sintetiza essa dualidade entre olhar para tr\u00e1s e seguir adiante. Em abril de 2024, o Interpol realizou o maior show de sua carreira na Cidade do M\u00e9xico, tocando para mais de 200 mil pessoas no Z\u00f3calo. Foi um \u00e1pice evidente, uma celebra\u00e7\u00e3o da trajet\u00f3ria da banda e da conex\u00e3o constru\u00edda com seu p\u00fablico ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-lrv4024240\">Ainda assim, mesmo naquele momento, o foco estava voltado para o futuro. Nos dias que antecederam o show, o grupo iniciou sess\u00f5es com o produtor vencedor do Grammy e do Oscar Andrew Wyatt em seu est\u00fadio no Lower East Side de Nova York \u2014 a primeira vez em muitos anos que o Interpol gravava um disco em sua cidade de origem. De certa forma, era um retorno \u00e0s suas ra\u00edzes, embora a m\u00fasica estivesse apontando para novos territ\u00f3rios. Kessler lembra de caminhar pelas ruas da Cidade do M\u00e9xico ouvindo aquelas grava\u00e7\u00f5es, dividido entre a celebra\u00e7\u00e3o da conquista e a expectativa pelo que viria.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-mu9ke24242\">Esse sentimento de movimento constante define <em>This Mirror Weighs a Ton<\/em>. Trabalhar com Wyatt \u2014 cuja trajet\u00f3ria passa pelo pop, pela m\u00fasica orquestral e pelo design de som experimental \u2014 trouxe novas texturas ao universo do Interpol. Sintetizadores, cordas e novas camadas de percuss\u00e3o, elementos antes ausentes ou perif\u00e9ricos, agora fazem parte da estrutura das m\u00fasicas. H\u00e1 sonoridades ex\u00f3ticas e eletr\u00f4nicas no in\u00edcio de \u201cWounded Soldier\u201d, camadas exuberantes de piano em \u201cEver the Actor\u201d e at\u00e9 um floreio de instrumentos de sopro ao final de \u201cBird and the Serpent\u201d. Nada disso, por\u00e9m, parece imposto. Os novos elementos expandem a paleta sonora da banda e revelam cores que j\u00e1 estavam latentes em sua m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-fazv524246\"><em>\u201cEu queria saber como seria manter cada parte perfeitamente aud\u00edvel, porque todos naquela banda escrevem partes incr\u00edveis\u201d<\/em>, explica Wyatt.<em> \u201cE adicionar novas dimens\u00f5es espaciais ao som. Havia algo quase pr\u00f3ximo da m\u00fasica de c\u00e2mara ali \u2014 as ideias musicais resistem a uma an\u00e1lise cuidadosa sem depender totalmente da produ\u00e7\u00e3o para sustent\u00e1-las. Tamb\u00e9m foi divertido aplicar alguns truques que aprendi em d\u00e9cadas produzindo discos pop.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-p4ai424248\">Kessler lembra da empolga\u00e7\u00e3o ao acompanhar Wyatt trabalhando na faixa-t\u00edtulo: <em>\u201cEu estava ao lado dele quando come\u00e7ou a criar aquelas coisas incr\u00edveis com o design de som. Pensei: n\u00e3o fa\u00e7o ideia de que tipo de m\u00fasica isso \u00e9. Havia grandes explos\u00f5es sonoras antes mesmo de Paul gravar os vocais. Pela l\u00f3gica, poderia ser uma faixa instrumental. Ent\u00e3o Paul entrou na sala dos fundos e come\u00e7ou a cantar aquelas melodias. De repente ficou claro que n\u00e3o seria.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-yn3n324250\">Muitos dos momentos mais marcantes do \u00e1lbum surgiram justamente desse equil\u00edbrio entre estrutura e espontaneidade. \u201cSo Rides the Reindeer\u201d nasceu quase por acaso: um viol\u00e3o encontrado no por\u00e3o do est\u00fadio de Wyatt, uma batida programada casualmente pelo produtor e um riff que acabou redefinindo completamente a m\u00fasica. Tornou-se a primeira faixa do Interpol constru\u00edda em torno de um viol\u00e3o, combinando uma atmosfera estranha e borbulhante com um refr\u00e3o inesperadamente aberto e esperan\u00e7oso. A pr\u00f3pria faixa-t\u00edtulo surgiu de um fragmento dessa mesma progress\u00e3o, transformado por improvisa\u00e7\u00f5es coletivas em algo totalmente novo.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-kl7hh24252\">Em outros momentos, o disco transita com naturalidade entre familiaridade e novidade. \u201cSee Out Loud\u201d carrega o DNA dos primeiros trabalhos da banda \u2014 direto, afiado e impulsivo \u2014 mas o expande com vocais sobrepostos e diferentes perspectivas narrativas, incluindo uma rara performance vocal principal de Kessler. \u201cWings on Fire\u201d aposta na cl\u00e1ssica intera\u00e7\u00e3o entre baixo e guitarra, enquanto \u201cWake Up\u201d introduz uma energia quase l\u00fadica, impulsionada por uma percuss\u00e3o baseada em bong\u00f4s que outrora pareceria deslocada em um disco do Interpol. J\u00e1 \u201cWounded Soldier\u201d, talvez a faixa mais atmosf\u00e9rica do \u00e1lbum, desenvolve um groove irresist\u00edvel que remete a tradi\u00e7\u00f5es mais antigas do rock, apenas para mergulh\u00e1-las em uma paisagem sonora mais ampla e amb\u00edgua.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-hwp6z24254\"><em>\u201cA genialidade daquele riff final est\u00e1 na sua simplicidade \u2014 voc\u00ea poderia toc\u00e1-lo para sempre\u201d<\/em>, diz Banks.<em> \u201cCriar algo t\u00e3o minimalista e ao mesmo tempo t\u00e3o cativante \u00e9 um grande m\u00e9rito do Daniel. Eu costumava cham\u00e1-lo de \u2018riff Tron\u2019. Parecia aquelas motos atravessando uma paisagem iluminada por rastros de neon.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-i3tlx24256\">No centro de tudo est\u00e1 a voz de Banks, que percorre o \u00e1lbum com uma fluidez incomum. Em alguns momentos \u00e9 direta e afirmativa; em outros, se fragmenta em diferentes registros e perspectivas. Ele descreve seu processo criativo como cada vez mais subconsciente: a melodia surge primeiro, muitas vezes na forma de s\u00edlabas sem sentido que j\u00e1 carregam o formato do que precisa ser dito. O trabalho consiste ent\u00e3o em descobrir o significado sem perturbar sua forma natural.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-cdfqx24258\">O t\u00edtulo do \u00e1lbum nasceu exatamente desse processo e resume seu n\u00facleo tem\u00e1tico. \u201cThis mirror weighs a ton\u201d (\u201ceste espelho pesa uma tonelada\u201d) parece uma frase simples \u00e0 primeira vista, mas ganha novos significados quanto mais se pensa nela. Ela fala sobre o peso da autorreflex\u00e3o e sobre a dificuldade de encarar a pr\u00f3pria vida interior com honestidade.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-46fka24260\"><em>\u201cQuando Paul cantou essa parte, me atingiu profundamente\u201d<\/em>, admite Kessler. <em>\u201cAinda consigo sentir isso. Ele consegue acessar lugares emocionais que outras pessoas simplesmente n\u00e3o alcan\u00e7am. N\u00e3o h\u00e1 nada de artificial ali.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-b9riq24262\">A arte da capa, criada por Addie Wagenknecht a partir de uma obra que integra a cole\u00e7\u00e3o permanente do Whitney Museum, refor\u00e7a os temas recorrentes do \u00e1lbum: identidade, distor\u00e7\u00e3o e percep\u00e7\u00e3o. Esse peso emocional aparece especialmente em \u201cSudden\u201d, uma faixa de encerramento conduzida pelo piano, que acompanha o ac\u00famulo lento de verdades n\u00e3o ditas dentro de um relacionamento. O que parece repentino visto de fora revela-se, por dentro, como algo que vinha sendo constru\u00eddo h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-81utj24264\">Essa sensa\u00e7\u00e3o de press\u00e3o acumulada \u2014 de coisas carregadas silenciosamente at\u00e9 finalmente emergirem \u2014 ultrapassa o \u00e2mbito pessoal. Embora o Interpol raramente trate de temas pol\u00edticos de maneira direta, existe no \u00e1lbum uma corrente subterr\u00e2nea que reflete o clima psicol\u00f3gico da atualidade. Banks fala de seu crescente fasc\u00ednio pela nega\u00e7\u00e3o e pelas narrativas que as pessoas criam para lidar com a realidade. Quest\u00f5es antes restritas ao universo individual agora se conectam a um contexto social cada vez mais inst\u00e1vel. O resultado n\u00e3o \u00e9 uma mudan\u00e7a nos temas da banda, mas uma amplia\u00e7\u00e3o de suas implica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-rb1wj24266\">Ainda assim, apesar de toda essa carga emocional, o disco n\u00e3o soa pesado no sentido convencional. H\u00e1 leveza na forma como as m\u00fasicas se movimentam e uma curiosidade constante que equilibra a gravidade dos temas. A arquitetura r\u00edtmica precisa e poderosa de Fogarino continua sendo fundamental, enquanto o baixista de turn\u00ea Brad Truax participa pela primeira vez da composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o de um \u00e1lbum do Interpol, ampliando ainda mais a coes\u00e3o interna da banda. Com Wyatt, o grupo encontrou um colaborador capaz de potencializar essa din\u00e2mica sem sufoc\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-gqilt24268\">Existe um verso em \u201cThis Mirror Weighs a Ton\u201d sobre \u201co man\u00edaco dentro da sua cabe\u00e7a\u201d que permanece ecoando sob a superf\u00edcie. Ele sugere algo inquieto, irresolvido e talvez at\u00e9 necess\u00e1rio. Para o Interpol, essa inquieta\u00e7\u00e3o sempre foi o que impediu sua m\u00fasica de se acomodar em certezas. \u00c9 ela que mant\u00e9m o espelho pesado \u2014 e que faz com que ainda valha a pena carreg\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-8moc124333\"><strong>Fonte:<\/strong> ForMusic<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cr\u00e9dito: Elliot Lee Hazel Com lan\u00e7amento em 28 de agosto, disco ser\u00e1 a estreia no selo Partisan Records O Interpol anunciou hoje seu novo \u00e1lbum, This Mirror Weighs a Ton, o primeiro em quatro anos e tamb\u00e9m o primeiro lan\u00e7ado pelo selo Partisan Records. 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