{"id":40173,"date":"2026-07-15T02:31:57","date_gmt":"2026-07-15T02:31:57","guid":{"rendered":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/?p=40173"},"modified":"2026-07-15T02:31:59","modified_gmt":"2026-07-15T02:31:59","slug":"viper-apresenta-repertorio-especial-em-comemoracao-ao-dia-mundial-do-rock","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/heavymetalonline.com.br\/?p=40173","title":{"rendered":"Viper apresenta repert\u00f3rio especial em comemora\u00e7\u00e3o ao Dia Mundial do\u00a0Rock"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><\/h3>\n\n\n\n<p>Julho \u00e9 um m\u00eas especial para os f\u00e3s de m\u00fasica em S\u00e3o Paulo. Tradicionalmente, na semana que antecede e sucede o dia 13, diversos pontos na cidade promovem eventos em homenagem ao chamado \u201cDia Mundial do Rock\u201d, data que surgiu ap\u00f3s o hist\u00f3rico festival beneficente Live Aid, realizado em 1985, que reuniu artistas como U2, Led Zeppelin, The Who, Black Sabbath e Queen em uma maratona de apresenta\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas para arrecadar fundos destinados ao combate \u00e0 fome na Eti\u00f3pia. Desde ent\u00e3o, passou a ser celebrada em pa\u00edses como o Brasil, tornando-se um marco para a cena roqueira nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, o Sesc (Servi\u00e7o Social do Com\u00e9rcio) consolidou-se como um dos principais incentivadores da m\u00fasica brasileira em suas mais diversas vertentes, incluindo o rock e o heavy metal. A institui\u00e7\u00e3o foi palco de apresenta\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, desde festivais emblem\u00e1ticos como o <em>Come\u00e7o do Fim do Mundo<\/em>, realizado em 1982, at\u00e9 shows de bandas que se tornariam refer\u00eancias do rock nacional, como Tit\u00e3s, Bar\u00e3o Vermelho e Kid Abelha, al\u00e9m de abrir espa\u00e7o para in\u00fameros artistas da cena independente. Em 2026, a rede manteve a tradi\u00e7\u00e3o ao promover o projeto <strong>Rua do Rock<\/strong>, reunindo, ao longo de diferentes datas, no palco da unidade \u201c24 de Maio\u201d, nomes importantes de vertentes do punk rock, metal e hard rock do cen\u00e1rio paulistano, entre eles: Inocentes, Punho de Mahin, Malvada e Viper.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima sexta-feira (10), a equipe do Heavy Metal Online acompanhou a apresenta\u00e7\u00e3o do Viper. Considerada uma das bandas pioneiras do heavy metal brasileiro, o grupo ganhou proje\u00e7\u00e3o mundial no fim da d\u00e9cada de 1980 com os cl\u00e1ssicos <em>Soldiers of Sunrise<\/em> (1987) e <em>Theatre of Fate<\/em> (1989), trabalhos que revelaram ao mundo o talento do saudoso vocalista Andr\u00e9 Matos. Celebrando 40 anos de carreira, a banda apresentou um repert\u00f3rio especial e subiu ao palco com uma forma\u00e7\u00e3o diferente da habitual: Val Santos assumiu as guitarras durante a aus\u00eancia de Kiko Shred, que est\u00e1 em turn\u00ea com o m\u00fasico Fabio Lione.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes mesmo de o Viper subir ao palco, a expectativa j\u00e1 era percept\u00edvel. Os bares nos arredores do local estavam repletos de f\u00e3s com camisetas pretas, coletes jeans e rodas de conversa entre f\u00e3s que aguardavam ansiosamente pelo in\u00edcio da apresenta\u00e7\u00e3o. O resultado n\u00e3o poderia ser diferente: ingressos esgotados. A primeira surpresa, no entanto, veio ao entrar na sala de espet\u00e1culos. Diferentemente do que se costuma esperar de um show de heavy metal, o p\u00fablico acompanharia a apresenta\u00e7\u00e3o sentado\u200a\u2014\u200auma proposta inusitada que, apesar da estranheza inicial, n\u00e3o diminuiu em nada a energia da noite.<\/p>\n\n\n\n<p>Pontualmente no hor\u00e1rio marcado, Leandro Ca\u00e7oilo (vocais), Felipe Machado (guitarra e membro fundador), Val Santos (guitarra), Daniel Matos (baixo) e Guilherme Martin (bateria) tomaram seus lugares no palco para abrir a noite com a poderosa \u201cUnder the Sun\u201d, do \u00e1lbum <em>Timeless<\/em> (2023). A escolha da faixa serviu como prova de que o Viper ainda consegue entregar can\u00e7\u00f5es marcantes ap\u00f3s anos de atividade na cena metal. Em seguida, a banda conduziu o p\u00fablico por uma verdadeira viagem \u00e0 fase cl\u00e1ssica do heavy metal brasileiro, revisitando seus tr\u00eas primeiros discos\u200a\u2014\u200a<em>Soldiers of Sunrise<\/em> (1987), <em>Theatre of Fate<\/em> (1989) e <em>Evolution<\/em> (1992). Cl\u00e1ssicos como \u201cTo Live Again\u201d, \u201cKnights of Destruction\u201d, \u201cDead Light\u201d e \u201cComing from the Inside\u201d transformaram a plateia em um grande coro. Mesmo acomodados em seus assentos, os f\u00e3s acompanharam cada verso com entusiasmo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn-images-1.medium.com\/max\/800\/1*02Xi2FIHmOVdH5WYxeo99A.png\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Leandro Ca\u00e7oilo demonstrou por que \u00e9 considerado um frontman ideal para o conjunto. Sua interpreta\u00e7\u00e3o preserva elementos caracter\u00edsticos da t\u00e9cnica vocal do saudoso Andr\u00e9 Matos, mas sem soar como mera imita\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que acrescenta forte personalidade \u00e0s can\u00e7\u00f5es. Nas guitarras, Felipe Machado e Val Santos formaram uma dupla bastante entrosada. Embora participe como convidado, Val possui uma longa hist\u00f3ria ao lado do Viper desde os anos 1980 e desempenhou seu papel com naturalidade, sustentando bases s\u00f3lidas enquanto Felipe desfilava solos caprichados. Daniel Matos, al\u00e9m da compet\u00eancia t\u00e9cnica no baixo, conquistou o p\u00fablico com seu carisma e pela importante contribui\u00e7\u00e3o nos backing vocals. J\u00e1 Guilherme Martin elevou o peso das m\u00fasicas com uma performance intensa e vigorosa, imprimindo uma for\u00e7a ainda maior \u00e0s composi\u00e7\u00f5es originalmente gravadas no fim da d\u00e9cada de 1980.<\/p>\n\n\n\n<p>O repert\u00f3rio ainda reservou algumas surpresas. Uma delas foi \u201cComa Rage\u201d, faixa do \u00e1lbum hom\u00f4nimo lan\u00e7ado em 1995, per\u00edodo em que o grupo incorporou influ\u00eancias mais pr\u00f3ximas do thrash metal. A execu\u00e7\u00e3o contou com a participa\u00e7\u00e3o especial do guitarrista Nando Machado. Outro momento marcante veio com \u201cThe Spreading Soul\u201d, acompanhada por uma emocionante proje\u00e7\u00e3o em homenagem a Andr\u00e9 Matos e Pit Passarell nos tel\u00f5es do palco. Por\u00e9m, m\u00fasicas dos \u00e1lbuns <em>Tem pra Todo Mundo<\/em> (1996) e <em>All My Life<\/em> (2007) n\u00e3o surgiram no set.<\/p>\n\n\n\n<p>Na reta final, qualquer formalidade imposta pelos assentos ficou para tr\u00e1s. Ao som de \u201cLiving for the Night\u201d e \u201cRebel Maniac\u201d, praticamente toda a plateia se levantou para cantar junto com a banda. Alguns f\u00e3s chegaram at\u00e9 a subir no palco para dividir os microfones com Leandro Ca\u00e7oilo e Felipe Machado. Contagiados pela receptividade, os integrantes decidiram estender a apresenta\u00e7\u00e3o com um cover de \u201cWe Will Rock You\u201d, do Queen, al\u00e9m de\u201cH.R.\u201d, faixa do primeiro \u00e1lbum da carreira.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn-images-1.medium.com\/max\/800\/1*oF2zoYdpFaaQ63YCwsjvdg.png\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Ao longo de aproximadamente 90 minutos, o Viper entregou um espet\u00e1culo que equilibrou nostalgia e renova\u00e7\u00e3o. O repert\u00f3rio contemplou os grandes cl\u00e1ssicos respons\u00e1veis por consolidar o grupo como um dos pioneiros do heavy metal brasileiro, sem deixar de valorizar sua produ\u00e7\u00e3o mais recente. A banda mostrou que n\u00e3o vive apenas da pr\u00f3pria hist\u00f3ria: continua criativa, tecnicamente afiada e plenamente capaz de conquistar novas gera\u00e7\u00f5es de f\u00e3s. Mesmo com o inevit\u00e1vel clima de euforia nos momentos finais, o p\u00fablico demonstrou respeito e harmonia durante toda a apresenta\u00e7\u00e3o. Que iniciativas como o projeto \u201cRua do Rock\u201d continuem encontrando espa\u00e7o na programa\u00e7\u00e3o do Sesc 24 de Maio e contribuindo para fortalecer uma cena que segue mais viva do que nunca.<\/p>\n\n\n\n<p>Setlist<\/p>\n\n\n\n<p>Under the Sun<\/p>\n\n\n\n<p>To Live Again<\/p>\n\n\n\n<p>A Cry from the Edge<\/p>\n\n\n\n<p>Knights of Destruction<\/p>\n\n\n\n<p>Evolution<\/p>\n\n\n\n<p>Dead Light<\/p>\n\n\n\n<p>Timeless<\/p>\n\n\n\n<p>Coma Rage<\/p>\n\n\n\n<p>Coming From the Inside<\/p>\n\n\n\n<p>Soldiers of Sunrise<\/p>\n\n\n\n<p>The Spreading Soul<\/p>\n\n\n\n<p>Prelude to Oblivion<\/p>\n\n\n\n<p>Living for the Night<\/p>\n\n\n\n<p>Rebel Maniac<\/p>\n\n\n\n<p>We Will Rock You<\/p>\n\n\n\n<p>H.R.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Julho \u00e9 um m\u00eas especial para os f\u00e3s de m\u00fasica em S\u00e3o Paulo. 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