Texto por Maria Correia – @maria_correiamnp
Créditos da foto: Paula Cavalcante– @eyeofodin.photo
A sexta-feira (02/05) marcou o início do Bangers Open Air 2025 no Memorial da América Latina, em São Paulo — e olha… não teve nada de “aquecimento leve”. A primeira noite já chegou mostrando que o festival veio pra entregar uma experiência pesada do começo ao fim.
Mesmo com o público chegando aos poucos, quem abriu os trabalhos não economizou energia. O Kissin’ Dynamite subiu ao palco com aquele hard rock direto, cheio de atitude, e conseguiu animar geral logo de cara. Foi aquele tipo de show que pega a galera desprevenida e, quando você vê, já tá batendo cabeça.
Na sequência, o Dogma trouxe um clima totalmente diferente — mais teatral, provocativo e visualmente marcante. Foi um dos shows mais curiosos da noite. Apesar de alguns probleminhas no som, a apresentação chamou atenção pela proposta e deixou muita gente comentando.
O festival foi seguindo com uma mistura bem interessante de bandas, equilibrando nomes clássicos e sonoridades diferentes. Teve aquele clima gostoso de rolê grande: gente andando entre palcos, descobrindo bandas, reencontrando amigos e vivendo o festival de verdade.
E aí vieram os momentos mais esperados. A Doro simplesmente mostrou por que é considerada uma lenda do metal. Carisma absurdo, interação com o público e um set cheio de clássicos — daqueles que todo mundo canta junto.
Pra fechar a noite, Glenn Hughes entregou um showzaço. A voz continua impressionante, e os clássicos do Deep Purple levantaram de vez o público que já estava totalmente imerso no clima do festival.
No geral, o primeiro dia do Bangers Open Air foi aquele tipo de estreia que já deixa claro: vem coisa grande por aí. Estrutura boa, line-up variado e uma energia que só festival de verdade tem.
Se a ideia era começar aquecendo… passaram longe disso. Foi intensidade do começo ao fim.
Bangers Open Air 2025: sábado consagra o festival com shows memoráveis e diversidade sonora

O segundo dia do Bangers Open Air 2025, no sábado (03/05), transformou o Memorial da América Latina em um verdadeiro templo do metal. Com o público já totalmente imerso no clima do festival, o evento ganhou ainda mais força, entregando uma sequência de shows que dificilmente deu espaço pra descanso.
Logo nas primeiras horas, bandas como Burning Witches e Viper ajudaram a aquecer o público com apresentações cheias de energia e aquele clima clássico que combina perfeitamente com festival ao ar livre.
Na sequência, o peso foi aumentando com nomes como H.E.A.T e Black Pantera, que entregou um show direto, potente e sem firulas — exatamente o que os fãs esperavam. Já o Kamelot trouxe uma atmosfera mais melódica e épica, criando um contraste interessante e mostrando a diversidade do line-up.
E quando parecia que já tinha sido intenso o suficiente, veio o Mnicipal Waste elevando ainda mais o nível. Com uma performance impecável e a presença marcante, o show foi um dos pontos altos da noite, combinando peso, emoção e produção de alto nível.
O público, que já estava completamente entregue, respondeu à altura durante todo o dia: rodas, coros e aquela energia coletiva que só um festival grande consegue proporcionar.
E pra finalizar o Sabaton trouxe um momento mais épico, com direito a coros gigantes e uma conexão absurda com os fãs — um daqueles shows que viram celebração coletiva.
Além dos shows, a estrutura estava ajustada, com tudo fluindo — o que ajudou a manter o clima lá em cima do início ao fim.
No saldo final, o sábado do Bangers Open Air 2025 não só confirmou as expectativas como elevou o festival a outro patamar. Um dia intenso, diverso e repleto de momentos marcantes — daqueles que fazem qualquer fã sair com a sensação de ter vivido algo especial.
Bangers Open Air 2025 encerra com chave de ouro e clima de despedida épica

Depois de dois dias intensos, o domingo (04/05) chegou com aquele misto de empolgação e despedida no Bangers Open Air 2025, no Memorial da América Latina. E se alguém achou que o festival iria diminuir o ritmo… se enganou feio. O último dia foi tão pesado quanto — ou até mais.
Logo nas primeiras horas, o público já marcava presença com força total, mostrando que ainda tinha muita energia guardada. Bandas como Beyond the Black e Lord of The Lost deram o pontapé inicial com shows cheios de agressividade e atitude, representando muito bem o peso nacional.
Na sequência, o clima foi ficando cada vez mais intenso. O W.A.S.P entregou um verdadeiro massacre sonoro, com riffs pesados e uma performance afiada que levantou o público sem dificuldade.
Outro nome que chamou atenção foi o Kerry King, trazendo um set carregado de peso e atmosfera, mantendo o nível lá em cima em um dia que praticamente não deu respiro.
E então veio o grande encerramento que ficou por conta ficou por conta do Avantasia. Com uma proposta grandiosa, participação de vários músicos e um clima quase teatral, o projeto comandado por Tobias Sammet transformou o palco em um espetáculo à parte — daqueles que prendem do começo ao fim.
O público, já completamente entregue depois de três dias de maratona, respondeu cantando, vibrando e aproveitando cada segundo, mesmo com o cansaço batendo.
No fim das contas, o domingo selou o Bangers Open Air 2025 como um festival de verdade: diverso, bem estruturado e com um line-up de respeito. Mais do que uma sequência de shows, foram três dias de imersão total no universo do metal.
E quando as luzes se apagaram no Memorial da América Latina, ficou aquela sensação clássica: acabou… mas já deixou saudade.
