Savage Mania revive o thrash metal dos anos 1980 no matador “Demonic Assault”

Savage Mania Mário Pescada

Nota: 8

Em pleno 2026 ainda tem bandas querendo fazer thrash metal, um dos estilos do metal que mais tem a cara dos anos 1980? Tem sim e ainda por cima uma banda muito boa: Savage Mania.

Formado em 2019 na pequena Bollnäs, cidade sueca de apenas quatorze mil habitantes, o quarteto estreou com seu primeiro disco no ano passado, quando lançou de forma independente, o matador “Demonic Assault” (2025). Conseguiram ali chamar a atenção de alguns sites e ouvintes, sem muito alarde, é verdade, mas agora, amparados pela gravadora alemã Fireflash Records, esse petardo retorna no formato físico – inclusive o disco já desembarcou no Brasil no formato CD através da Shinigami Records.

O Savage Mania deixa claro que tem sim uma forte ligação com o passado. Tudo na arte do CD “Demonic Assault” (2025) foi feito para trazer lembranças da época em que asa coisas eram feitas de forma bem simples. O logo da banda é tão básico que parece até que do jeito que foi criado, ficou. O desenho tosco da capa é de fazer muita demo-tape morrer de inveja. As fotos da banda não trazem produção nenhuma, são apenas seus quatro membros vestindo seus coletes jeans repletos de patchs e ele, o adereço obrigatório para qualquer banda thrash que se preze, o cinto de balas. Até a gravação foi pelo caminho do “menos é mais”, já que o disco foi gravado em uma pista de skate!

Mas essa alusão ao passado é uma parte do poder de “Demonic Assault” (2025), pois ele é desses discos que te conquistam logo no começo (ok, não tão no começo assim, já que a faixa “Intro” demora quase um minuto e meio só com barulho de chuva). O que vem pela frente são oito faixas de um thrash metal primitivo, muito influenciado pelos primeiros discos do Slayer, Venom, Motorhead, Sodom e ainda com a veia punk de grupos como GBH e Discharge (o vocalista Oliver Rytkönen estava decidido a entrar em uma banda punk, mas foi convencido pelo amigo e baterista Viktor Suominen a se juntar ao grupo. Curiosidade: seguindo o ditado “filho de peixe, peixinho é”, Oliver e Viktor são filhos de Charles e Frederik, vocalista e baixista do Morgana Lefay).

Tenha cuidado para sua cabeça não descolar do seu pescoço quando estiver agitando ao som das furiosas “The Face Of Death”; “Master Of Hell”, “Storm Of Steel” (que tem no seu verso “Die By The Sword”, de você já sabe quem) e “Death And Decay”. Se quiser uma trégua, tem também “Remorse”, mais na linha Motorhead, e a pra lá de GBH, “Fasttrack”.      

Quem diria que o que começou como uma banda para tocar covers se tornaria uma grata e promissora revelação, porque estrear com o pé direito dessa forma, não é para muitos não, mas o Savage Mania conseguiu isso com louvor, sem replicar, mas reverenciando o passado.

Que venha logo o segundo disco e – por favor – não mudem absolutamente nada!

Formação:

Jesper Jönsson: guitarra

Oliver Rytkönen: vocais, guitarra

Viktor Lundberg: baixo

Viktor Suominen: bateria

Faixas:

01 Intro

02 Undead Rebirth

03 The Face Of Death

04 Master Of Hell

05 Remorse

06 Storm Of Steel

07 Death And Decay

08 Fasttrack

09 Demonic Assault