Leprous Nuclear Soldier lança versão de “The Black Vomit” do Sarcófago
Por Maria Correia – @maria_correiamac
Armando Leprous tem seu nome associado a alguns dos capítulos mais importantes do metal extremo nacional. Além de sua passagem pelo Sarcófago, o baterista também fez parte das bandas Mutilator e Holocausto, nomes fundamentais da cena brasileira, além de das bandas atuais – Tormentador, Satanicristo, Impurity. Agora, à frente do Leprous Nuclear Soldier, reúne veteranos do estilo em uma iniciativa que resgata parte desse legado.
The Black Vomit:
Lançada originalmente em 1987, na demo The Black Vomit, a faixa homônima do Sarcófago representa um dos capítulos mais emblemáticos da história do metal extremo brasileiro. Com sonoridade crua, agressiva e marcada por uma atmosfera sombria, a música ajudou a consolidar a identidade de uma banda que se tornaria referência internacional no black metal.
“The Black Vomit”, uma das faixas emblemáticas da história do metal extremo brasileiro revisita uma composição diretamente ligada à trajetória do músico, que integrou a formação original do Sarcófago na época em que a música foi lançada.
A nova versão ganha um significado especial por ser conduzida por um músico que participou da história original da canção. Mais do que revisitar um clássico, a regravação conecta diferentes momentos do metal extremo brasileiro e reafirma a importância de nomes que ajudaram a construir a identidade da cena.
Com o Leprous Nuclear Soldier, Armando Leprous inicia um novo capítulo de sua trajetória, mantendo viva a ligação com as raízes do metal extremo nacional e, “The Black Vomit” chega sob a perspectiva de seu novo projeto, ou seja, ele não fez cover, ele é o integrante que tocou na versão original de “Black Vomit” em 87 e agora voltou com a banda nova pra continuar essa sonoridade crua.
Em 1987, quando “The Black Vomit”, do Sarcófago, surgiu no underground do metal extremo, eu ainda era praticamente um bebê. Naquela época, a música já começava a escrever um capítulo importante na história do metal brasileiro, enquanto eu sequer imaginava que, décadas depois, teria meu próprio encontro com essa obra e, agora, tantos anos depois, tenho a oportunidade de conhecer essa faixa por uma nova perspectiva, justamente com sua regravação pelo Leprous Nuclear Soldier (Armando Leprous).
É curioso pensar que uma música lançada quando eu estava apenas começando minha própria história continue viva, atravessando gerações e encontrando novos ouvidos. O tempo passou, muita coisa mudou, mas a força do metal extremo permanece.
lgumas músicas pertencem à época em que foram criadas. Outras atravessam décadas até encontrar quem ainda nem tinha nascido quando tudo começou.
Obrigada por permitir que eu possa vivenciar isso hoje.
Acompanhe a banda:
