Vulcane: inovação sem amadorismo

Post feito por Clinger Carlos

O Heavy Metal On Line bateu um papo exclusivo com a banda VULCANE e este bate papo pode ser conferido nesta matéria especial. Falando da atual situação mundial e de outros fatores relevantes Gabriel Bonilha destacou também o impacto do COVID-19 no cenário heavy metal atual.

Vulcane foi formada em 2019, tem como integrantes Felipe Silva (Baixo), Matheus Sousa (Guitarra), Victor Pacheco (Bateria) e Gabriel Bonilha (Vocal), originados de São João da Boa Vista, interior de São Paulo.

• Sabemos que quase todas as bandas do cenário têm frequentes problemas com mudanças na formação, como foi o caso da Nervosa recentemente. Fale sobre os impactos de uma mudança na formação de uma banda e como está a formação da banda atualmente?

Gabriel Bonilha: Na realidade é um processo natural e muito comum a mudança de formação de qualquer banda, os maiores impactos são dois:
Primeiro ponto é o material de MKT, que no caso deve ser todo renovado, ou seja todo processo de imagem da banda acaba sendo afetado e deve ser retocado rapidamente e isso gera um “retrabalho” pois as pessoas querem ver o atual e novo e principalmente se a força e confiança da banda continua.
Segundo é  a sonoridade, por isso o grande cuidado na hora da escolha de um novo membro, as visões devem estar bem alinhadas sobre o som, e principalmente o costume na execução o encaixe de todas as partes, e isso demanda muito mais ensaios para a nova adaptação.
Na Vulcane utilizamos destes pontos negativos para torna-los positivos, neste momento é o momento exato para retocar falhas passadas no material e inovar com o membro novo, trazer elementos novos sonoros e artísticos novos que causem mais impacto e profissionalismo. Estamos confiantes e sedentos para mostrar a nova cara da banda.

• Como você enxerga os lançamentos feitos por bandas atualmente no quesito mídia? Quais são suas mídias favoritas atualmente quando você vai comprar um material de uma banda?
Gabriel Bonilha: Muitas bandas ainda estão calcadas no passado e ainda insistem em vender algo que não funciona. Atualmente o Merchandising é a alma do negocio, camisetas representam muito mais, já mídias físicas raramente compramos, salvo para auxiliar outra banda parceira, ou no caso tenha algo de especial naquela mídia como edição limitada ou algum tipo de bônus, que no caso da Vulcane pretendemos lançar tanto Merch quanto a Mídia Limitada.
• Se fosse para você escolher um álbum de metal do Brasil e classifica-lo como o mais importante para a nossa história, qual seria? Justifique ainda a importância deste álbum na sua opinião …
Gabriel Bonilha: Acreditamos que “Roots” e “Temple of Shadows”, palavras chaves, inovação sem amadorismo.
• Fale dos últimos lançamentos da banda e destaque o último dando detalhes do mesmo?
Gabriel Bonilha: Estamos finalizando o Lançamento de Singles nas Plataformas Digitais, dos quais unidos compõem o EP “Hunger For The End”, tivemos um alcance assustador com as músicas deste trabalho, a mensagem e a forma como foi composta fez com que muitas pessoas se tornassem fãs da Vulcane, me lembro quando tínhamos 300 seguidores no Instagram e com apenas 7 meses de trabalhos sendo lançados estamos com 4500 seguidores, nada comprado, são pessoas que interagem, comentam e pedem Shows e querem ver a Banda ao Vivo.
• Quando você começou ouvir Heavy Metal qual veículo lhe mantinha informado? Alguma revista? Algum fanzine? Alguma rede social? Algum programa de TV? Cite quais e relembre aquele período e diga como eram os meios de comunicação do metal na época que vc começou a ouvir Heavy Metal ???
Gabriel Bonilha: Com certeza o Youtube nos auxiliou bastante, e alguns sites, bem nos primórdios da internet, onde moramos, a MTV nem chegava, então foi muita pesquisa e paciência para nos informar.
• Com relação a atual situação que vivemos com relação ao COVID-19, na sua opinião, você acha que podemos ter mudanças de comportamento das pessoas nos shows de heavy metal no Brasil? Quais mudanças você acha que poderá acontecer? 
Gabriel Bonilha: Tínhamos 12 shows marcados em apenas 2 meses, com certeza fecharíamos o primeiro semestre com 30 shows no mínimo. Mas infelizmente com a Pandemia alteramos o curso da banda para não parar, estamos trabalhando no Full álbum, e também no Single novo que será lançado neste mês de Junho. Acredito as pessoas estarão mais sedentas por experiências ao vivo, não é certeza, mas todo fã e amigo que conversamos sendo amante do Heavy Metal revela essa falta de contato próximo.
• Quais planos para o futuro, quais shows estão agendados ou ações estão sendo planejadas para os 12 próximos meses?
Gabriel Bonilha: Planejamento está concreto, com exclusividade podemos citar aqui que nosso foco é publico jovem e gamer, assim com parcerias fomos convidados a ceder a história e temática da Mitologia do EP “Hunger For The End”  para lançamento de um Jogo da Vulcane. Tour pelo Brasil foi Barrada, caso melhore remarcaremos os shows, mas temos planos de sair do Pais para algo internacional, enquanto isso o Full  álbum já está quase completo, até o final do ano gravaremos, para começar 2021 com novidades e Clipes novos. Estamos ansioso para a reação dos fãs!
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