Inspirado no histórico Martelo das Bruxas, novo álbum apresenta a fase mais intensa e ambiciosa da banda cearense | Foto: Mateus Modesto
A banda cearense Blasfemador, atualmente formada por Fabrício Maleficarum (vocal), Igor Shredder (guitarra), Augusto Razor (baixo) e Romário Bruxo (bateria), apresenta seu novo álbum, “Malleus Maleficarum”, trabalho que marca o momento mais ambicioso de sua trajetória iniciada em 2008, em Fortaleza. Conhecida por resgatar a essência crua e agressiva do metal dos anos 80, a banda construiu sua identidade unindo a velocidade do speed metal, a agressividade do thrash e uma atmosfera sombria inspirada no horror clássico e no ocultismo.
Captado por Vicente Ferreira, mixado e masterizado por Victor Prospero, e com arte de capa de Emerson Maia, “Malleus Maleficarum” surge como a síntese de toda a experiência acumulada ao longo de mais de uma década. Inspirado na obra histórica que lhe dá nome, Martelo das Bruxas, o disco mergulha em uma atmosfera ainda mais obscura, combinando peso, velocidade e maturidade nas composições. “A faixa-título é inspirada em um dos períodos mais obscuros da história humana. Fala sobre as mulheres que foram perseguidas, torturadas e executadas simplesmente por não se encaixarem no padrão social e religioso da época. Parteiras, curandeiras, mulheres que dominavam ervas medicinais ou qualquer pessoa com um pensamento diferente podiam ser acusadas de bruxaria e tratadas como inimigas da fé”, explica o vocalista Fabrício Maleficarum.
O livro conhecido como Martelo das Bruxas serviu como um manual para legitimar essa perseguição. “Não queremos apenas contar um fato histórico, a gente usa esse tema para refletir sobre os dias de hoje, mostrando como a intolerância, o medo e o fanatismo ainda continuam destruindo vidas. Portanto, é um alerta contra qualquer forma de perseguição ideológica ou religiosa. Para nós, o tema representa a eterna batalha entre liberdade e opressão, conhecimento e obscurantismo, razão e fanatismo. O passado mudou de cenário, mas os mecanismos de controle continuam existindo sob novas máscaras, e é exatamente isso que a música tenta expor”, enfatiza o vocalista.
Já a faixa “O Peso da Sobrevivência” retrata a luta diária de quem vive no Brasil diante da desigualdade, da exploração, da violência e de um sistema que ignora o sofrimento do povo. A música critica a manipulação e as falsas promessas vendidas na internet, além do esgotamento de ter que “matar um leão por dia”, sendo um grito urgente por mudanças. “Quando digo ‘A mente na tela vendem a solução, mas tudo fede a podridão’, critico o circo que a internet virou, com influenciadores empurrando jogos de azar e promessas vazias. O refrão reforça essa rotina exaustiva de sobreviver sem sair do lugar. No fundo, é um desabafo contra a hipocrisia e contra um sistema que transforma a vida numa guerra diária. Não dá mais para aceitar isso”, conclui Fabrício Maleficarum.
Discografia:
Ataque do Metal Maníaco (Demo, 2009)
À Meia-Noite Levarei Tua Alma (Full, 2010)
Na Trilha dos Senhores do Horror (EP, 2014)
Ódio, Caos e Distorção (EP, 2019)
Cosmofobia (Full, 2021)
Malleus Maleficarum (Full, 2026)
Ouça no Spotify: https://open.spotify.com/album/4F76nd8N4nRmsEZShutBul
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Ricardo Batalha | ASE Music
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