Paul McCartney aposta em setlist com faixas secundárias dos The Beatles e Wings em primeira data em São Paulo

Clinger Carlos

Texto: Guilherme Goes Fotos: Marcos Hermes Após presentear seus seguidores fanáticos em Brasília e Minas Gerais com grandiosos shows em estádios, somada a uma apresentação surpresa e intimista no icônico Clube de Choro, um espaço cultural concebido pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer, Mr. Paul McCartney retornou à cidade de São Paulo na última quinta-feira (7), iniciando a primeira de três apresentações de sua nova turnê, “Got Back”, no Allianz Parque. De acordo com rumores, esta será a última excursão do ex-Beatles, que ostenta mais de seis décadas de atividade no mundo da música.   Estádio lotado, trânsito caótico e encontro de gerações Quem mais teria o poder de parar uma das regiões mais movimentadas de uma das cidades mais importantes do mundo senão uma verdadeira lenda da música? A partir das 16h, as vias da Barra Funda e outros bairros da zona oeste paulistana simplesmente travaram com o fluxo de carros seguindo em direção ao estádio do Palmeiras. O congestionamento foi tão intenso que até mesmo alguns profissionais de imprensa acabaram chegando atrasados para o credenciamento (um incidente vivenciado por este repórter que vos escreve).   Apesar de não ser um estranho para o público paulistano (Paul já esteve por aqui recentemente em 2014, 2017 e 2019), foi surpreendente observar a devoção dos “beatlemaníacos” locais, que reagiram como se o músico estivesse fazendo sua primeira visita à cidade. Ao longo da tarde, foi possível observar centenas de pessoas ostentando camisetas estampadas com fotos dos “garotos de Liverpool” ou o rosto do vocalista, demonstrando que a visita do senhor McCartney sempre será tratada com um evento relevante. Vale destacar também que os ingressos para as três datas em São Paulo, assim como para os shows em outras cidades brasileiras, foram completamente esgotados.   Ao adentrar o Allianz Parque, mais uma cena de fanatismo sem limites: todos os setores do estádio estavam completamente lotados, causando a sensação de que cada centímetro do local foi ocupado. Jovens, idosos, adolescentes e adultos de meia idade exibiam a mesma conexão. Famílias inteiras, desde avós até netos, estavam celebrando juntos, evidenciando que a música dos Beatles, […]

Uma aula de carisma de Paul McCartney em Belo Horizonte

Clinger Carlos

Texto: Clinger Carlos Fotos: Marcos Hermes   No dia 4 de dezembro de 2023, Paul McCartney se apresentou na Arena MRV, em Belo Horizonte, pelo segundo dia consecutivo, como parte da turnê “Got Back”. O show foi um verdadeiro espetáculo, com um repertório repleto de clássicos dos Beatles, Wings e de sua carreira solo. Sobre o show do dia anterior as notícias que corriam na sala de imprensa era que o público tinha chegado a 42 mil pessoas, esgotando os ingressos daquele dia. Já na segunda feira a coisa não foi diferente e apesar dos ingressos não estarem esgotados a Arena MRV ficou lotada e a pista premium principalmente ficou difícil até de se locomover. A apresentação começou com um pouco de atraso, às 21h00, com uma introdução de imagens e vídeos dos Beatles. Em seguida, Paul McCartney subiu ao palco, acompanhado de sua banda, e deu início ao show com a música “A Hard Days Night”. O setlist do show foi uma viagem pela carreira musical de Paul McCartney. Ele incluiu sucessos como “Hey Jude”, “All My Loving”, “Let It Be”, “Hey Jude”, “Live and Let Die”, “Band on the Run”, “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” e “Helter Skelter”. Além dos clássicos, Paul McCartney também incluiu no show músicas de sua carreira solo, como “Maybe I’m Amazed”, “My Valentine” e “Jet”. O show foi uma verdadeira celebração da música dos Beatles e de Paul McCartney. O público, que lotou a Arena MRV, cantou e dançou do início ao fim.Um dos momentos mais emocionantes do show foi quando Paul McCartney cantou “I’ve Got a Feeling” em um dueto virtual com John Lennon. A música foi acompanhada por imagens de Lennon, que foram projetadas em um telão. Outro momento emocionante foi quando Paul McCartney cantou “Blackbird”. A música foi dedicada à luta contra o racismo e a desigualdade racial.   Créditos das Fotos desta galeria: Clinger O show de Paul McCartney em Belo Horizonte foi uma experiência única e inesquecível. Foi um momento de celebração da música e da cultura pop. Os pontos positivos do espetáculo podemos citar o repertório […]

Roger Waters em BH: Desfilando clássicos e mensagens políticas

Clinger Carlos

  Texto: Clinger Carlos Fotos: Lucas Alvarenga Roger Waters realizou um show memorável no Mineirão, em Belo Horizonte, no dia 8 de novembro de 2023. O show, que faz parte da turnê “This Is Not a Drill”, foi uma celebração da música e da mensagem política do artista. O show começou com uma mensagem bem interessante onde o músico avisava sobre o não uso dos celulares e sobre suas mensagens politicas a quem não gosta do seu contexto ideológico. A realidade é que muitos amigos que perguntei sobre o show falaram que não iriam devido aos posicionamentos do Roger em seus shows e ainda bem que quem se incomoda não foi, pois o show foi repleto de citações, imagens e mensagem de cunho humanitário e político. Eu particularmente gostei muito de tudo, pois estas mensagens e posicionamentos são um prato cheio pra deixar o espetáculo ainda mais interessante e atraente, na minha opinião.   Após a introdução Roger entrou no palco com uma versão bem nostálgica de “Comfortably Numb” que chocou por não ter aquele solo de guitarra que todos se arrepiam ao ouvir. Na minha opinião foi o grande ponto negativo do show, tanto a falta do solo quanto a mudança da melodia da música.   O setlist do show foi uma mistura de músicas do Pink Floyd e da carreira solo de Waters. Entre as músicas tocadas, estavam “Money”, “Another Brick in the Wall (Part 2)”, “Us and Them”,  “Wish You Were Here”, ” Shine On You Crazy Diamond” e “Is This the Life We Really Want?”.   Waters é um artista carismático e com uma presença de palco poderosa. Ele interagiu com o público durante todo o show, fazendo comentários políticos e sociais.   O show de Roger Waters em Belo Horizonte foi um evento memorável. A música foi excelente, a performance de Waters foi poderosa e a mensagem política do show foi importante.   No entanto, há algumas críticas que podem ser feitas ao show. Em primeiro lugar, o setlist foi meio decepcionante para muitos que foram ao show, pois na própria divulgação falava-se muito de […]

BLACK FLAG E GAROTOS PODRES UMA VERDADEIRA AULA DE PUNK ROCK EM SÃO PAULO

Clinger Carlos

Texto – Carlos R. Ferracin Fotos – André Santos Formado no final dos anos 70 na Califórnia, o Black Flag é uma verdadeira instituição do punk/hardcore estadunidense. Comemorando 40 anos de seu lançamento, nessa turnê a banda executa o álbum “My Way” na integra e, claro, clássicos que já têm um lugar garantido na história. Após uma sequência de shows no Brasil – alguns destes divididos com as garotas do L7 –  a banda chega a São Paulo para encontrar um abarrotado Carioca Club tendo a companhia dos Garotos Podres.   Quem já assistiu a um show do Garotos Podres já sabe o que espera: um punk altamente energético com discursos políticos de Mao entre as músicas e aqui não foi diferente. Pontualmente as 20h00 começam com “Garoto Podre” e continuando com clássicos como “Oi, Tudo Bem?”, “Johnny” e “Rock Do Subúrbio”, foi a partir deste momento a veia politizada de Mao se fez presente, sempre com recados e histórias antes da execução de “Avante Camarada”, “Antifa Hooligans”, “A Internacional” e “Aos Fuzilados Da C.S.N.”. Com a plateia aprovando estes discursos, encerram a apresentação com as icônicas “Anarquia Oi!”, “Papai Noel Velho Batuta” e “Vou Fazer Cocô” – Mao conta uma anedota hilária antes da sua execução – com um setlist que resumiu bem seus mais de 40 anos de história. Cólera, Inocentes, Ratos Porão e Garotos Podres são os pilares do punk brasileiro e poder ver essas bandas ao vivo é um verdadeiro privilégio. Setlist: Garoto Podre Oi, Tudo Bem? Johnny Rock De Subúrbio Subúrbio Operário Avante Camarada Antifa Hooligans A Internacional Aos Fuzilados Da C.S.N. Anarquia Oi! Papai Noel Velho Batuta Vou Fazer Cocô Formado atualmente por Greg Ginn (guitarra, único membro original), Mike Vallely (vocal), Harley Duggan (baixo) e Charles Wiley (bateria), o show se divide em dois atos: no primeiro é executado o álbum “My Way” e no segundo os clássicos. Após um breve intervalo entram no palco com “My War” e a sequência com “Can’t Decide” (executada em uma versão estendida)  já provocam uma enorme agitação no público e sem firulas emendam faixa após faixa […]

Blitz agrada fãs paulistanos com apresentação comemorativa da turnê “Sem Fim Para Acabar” no palco da Tokio Marine Hall

Clinger Carlos

Fotos e Texto: André Santos Finalização de texto: Guilherme Goés A década de 80 foi notavelmente marcada pela explosão do Rock Nacional, também conhecido como ‘BR Rock’. Para desvendar completamente esse fenômeno musical, é fundamental uma análise profunda que abarque os diversos aspectos que moldavam o dia a dia dos brasileiros naquela época, com destaque para a transição turbulenta entre a ditadura e a democracia.   Em meio a uma atmosfera de repressão intensa e um cenário político instável, bandas originárias de São Paulo e outras regiões se ergueram com letras contestadoras e progressistas. Na maior metrópole brasileira, inúmeros grupos musicais exploraram a agitação dos tumultos urbanos. Enquanto isso, no Rio de Janeiro, conjuntos musicais adotaram abordagens mais descontraídas em suas letras, entrelaçando influências de gêneros da New Wave: é o caso da Blitz, nome marcante do cenário da década de 80 que foi capaz de incorporar tais referências de maneira triunfal. No último sábado (05), o grupo desembarcou em São Paulo, presenteando o público com uma cativante performance da turnê “Sem Fim” no palco da Tokio Marine Hall. O evento atraiu um público significativo, unido para celebrar as quatro décadas de existência da banda. Evandro Mesquita liderou a formação atual, composta por Rogério Meanda (guitarra), Alana Alberg (baixo), Juba (bateria), Billy Forghieri (teclados), além de Andréa Coutinho e Nicole Cyane (Backing Vocal).   A Blitz brindou os fãs com um setlist repleto de clássicos, proporcionando reações viscerais com canções como “Fim de Semana”, “Betty Frígida” e “Mais Uma de Amor (geme geme)”. Um tributo a Rita Lee também fez parte do repertório, com Evandro Mesquita incorporando a emocionante faixa “Mania de Você”. Igualmente, Evandro Mesquita e a Blitz seguiram em uma jornada musical intensa, preenchendo a noite com releituras de outros artistas e conjuntos ao longo da apresentação, como Raul Seixas, Gang 90, Absurdettes, Barão Vermelho, Paralamas e Titãs.   Os fãs presentes, incluindo eu, que sempre admirei as contribuições artísticas e musicais de Evandro Mesquita, tiveram a sorte de vivenciar uma noite memorável, testemunhando a Blitz em sua máxima forma no palco, oferecendo um espetáculo verdadeiramente esplêndido. Galeria […]

A Banda Leela homenageia a Rita Lee no Blue Note São Paulo

Clinger Carlos

Texto: Talita Moreira Fotos: André Santos   Na última semana o Blue Note São Paulo recebeu a banda Leela para uma noite especial, toda voltada para homenagear a rainha do rock Rita Lee com participação especial da Bruna Tsuruda e Indira Castilho da banda Malvada. A banda formada por Bianca Jordão, Rodrigo O’Reilly Brandão, Guilherme Dourado, Fabiano Paz cantou diversos clássicos e passou por grandes fases da cantora Rita Lee, como Ovelha Negra e Agora só falta você. A Leela tocou pela primeira vez no Blue Note e o público com certeza vai querer a volta da banda, a sintonia dos músicos no palco com a plateia foi de arrepiar, a escolha do setlist proporcionou a experiência de quem não conheceu o lado mais rock da Rita Lee, com solos de guitarras mais pesados e a performance da Bianca Jordão que foi um show á parte, quem estava presente sentiu a vibração de Rita Lee. E para completar essa homenagem, a Bruna Tsuruda tocou guitarra da melhor forma que conhecemos, deixou todos impressionados com a sua técnica e carisma, arrepiando em cada solo. E claro a Indira Castilho com o seu vozeirão marcante completou esse trio de mulheres do rock. Foi uma grande noite para os fãs de Rita Lee, aos fãs de música e performance, pois a Bianca, a Bruna e Indira apresentaram uma atmosfera contagiante. O palco do Blue Note tem uma iluminação incrível e se falando de Rolling Stone Session não poderíamos deixar passar os clássicos que passam nesse palco. Galeria de Fotos:

NO MÊS DO ROCK E ANIVERSÁRIO DA RÁDIO KISS FM A BLUE NOTE SÃO PAULO RECEBE GRANDES TRIBUTOS

Clinger Carlos

Texto: Talita Moreira Fotos: André Santos Em comemoração ao mês do Rock e aniversário de 22 anos da Rádio Kiss FM, o Blue Note São Paulo recebeu dois incríveis tributos às lendas do rock. A banda 4 Chooglers com tributo ao Creedence Clearwater Revival e a banda Lizzard com tributo ao The Doors.  Com formato de uma grande festa e casa lotada, claro que não faltariam clássicos do Creedence como “Have You Ever Seen The Rain”, “Fortunate Son” e “Bad Moon Rising”.  O show que durou quase uma hora e meia fez o público ovacionar a banda e ainda pedir mais duas músicas extras. Visivelmente a sincronia da galera da banda com o público foi amor à primeira vista. A banda 4 Chooglers conta com músicos já consagrados pela cena rock. Marcelo Américo (voz, guitarra e gaita), Windson Dantas (guitarra), Fabio Magrão (baixo) e Matheus Cosmos (bateria).    O MELHOR TRIBUTO THE DOORS DO PAÍS   Já a banda Lizzard, muito consagrada pela própria rádio como melhor tributo The Doors do país, fez o público voltar para os anos 60 com um show inesquecível através de detalhes, como os solos, timbres e performances. Quem esteve presente com certeza relembrou grandes momentos com os clássicos da banda norte-americana. A Banda é formada pelos músicos ; Sergio Camacho Junior (vocalista), Marcelo Ribeiro (baterista),Thomas carmona (tecladista),  Stéfano Stella (guitarrista), Fabio Magrão (baixista).  A parceira com o Blue Note São Paulo e Kiss Fm, não poderia ser diferente, a união de Blues, Jazz e Rock não é de hoje, mas o aconchego da casa com o calor das bandas com certeza deixou a noite ainda mais inesquecível. Que venham muitas noites e anos de festa para o nosso rock!

Apresentação da 4ª edição do Angra Fest em São Paulo traz um Cast de peso e homenagens emocionantes

Clinger Carlos

Texto: Filipe Moriarty (Cedido em Parceria com Metal No Papel) – @filipemoriarty Fotos: André Santos  – http://@andresantos-mnp Realização: Angra – @angraofficial Parceria: Top Link Music – @toplinkmusic Press: Isabelle Miranda – @isabelemirandatv Aconteceu no ultimo dia 17 de março de 2023 o Angra Fest no espaço Terra SP ,na cidade de São Paulo, com um cast matador que trouxe bandas como Matanza Ritual, Viper, Malvada e o headliner da noite, Angra. O festival teve seu inicio as 19h, mas com a primeira banda no palco as 20h. O evento reuniu uma pequena multidão que lotou o Terra SP e mostrou o poder que o cast da noite tem para cultura popular.   Repleto de homenagens e muita nostalgia o festival foi organizado com intuito de abrir um espaço que misturasse estilos e celebrasse as diferenças dentro da subcultura do rock. A primeira banda da noite foi o quarteto feminino Malvada, liderado por Angel Sberse (vocal), Bruna Tsuruda (guitarra), Ma Langer (baixo) e Juliana Salgado (bateria).   A banda trouxe seu rock’n’roll e esquentou o público com seu setlist executando faixas do primeiro EP ( A Noite vai Ferver) e seu ultimo single “Perfeito Imperfeito”, além de um animado tributo ao Iron Maiden, tocando Wasted Years. O quarteto feminino mostrou muita personalidade e profissionalismo em sua apresentação. Seguindo a noite, após uma breve pausa para mudança de palco, o Viper da o ar de sua graça. Nascido em 1985 com sucessos como ‘Soldiers of Sunrise’ e ‘Theater of Fate’ o grupo possui uma qualidade musical acima da média, sem contar que foi a banda que revelou o lendário André Matos para o cenário musical. Considerada uma das grandes bandas de heavy metal nacional a banda hoje é composta por Leandro Caçoilo (vocal), Felipe Machado (guitarra), Pit Passarell (baixo), Guilherme Martin (bateria) e Kiko Shred (guitarra). Com um Setlist curto, porém repleto de sucessos e participações muito especiais, como a de Hugo Mariutti e Luis Mariutti, quase juntaram pra executar “To Live Again” e posteriormente dedicar para Canisso e André Matos a canção “Living for The Night”.   O Viper levantou o público com […]

Destacando músicas autorais e covers, Paulo Miklos faz show memorável na Blue Note SP

Clinger Carlos

Texto: Guilherme Góes – https://www.instagram.com/thegoes_/ André Santos – https://www.behance.net/andresantos71 O Blue Note SP se estabeleceu como um grande sucesso na noite paulistana.   Apesar de ter enfrentado certos desafios em seus primeiros anos de atividade devido a pandemia de Covid-19, a filial da lendária casa de espetáculos nova-iorquina conseguir manter as portas abertas, e agora destaca apresentações de altíssima qualidade em todos os dias da semana. O local recebe cada vez mais pessoas, consolidando sua posição como um dos principais destaques da cena cultural da cidade. A casa já atrai um grande número de fãs de música até mesmo quando sedia apresentações de artistas independentes e bandas covers. Assim sendo, não era de se esperar que um show especial do Paulo Miklos, lendário vocalista da banda Titãs, iria levar o clube a sua lotação máxima. Na última quarta-feira (15), o renomado cantor veio ao local para gravar seu novo disco ao vivo, com previsão de lançamento para o segundo semestre.  Por volta das 20h, Paulo Miklos subiu ao palco acompanhado por Michele Cordeiro na guitarra, Michele Abu na bateria e Otavio Carvalho no baixo, dando início ao set com a animada “Todo Esse Querer”, faixa presente em seu mais recente trabalho solo, “Do Amor Não Vai Sobrar Ninguém”, lançado em 2022. A apresentação continuou destacando o disco, com a performance de “Um Misto de Todas As Coisas”, em que a guitarrista “roubou a cena” com um incrível solo no final da música. Durante execução de “É Assim Que Eu Sei”, canção com base instrumental mais simples que também oriunda do último álbum, o que acabou se destacando foi com um jogo de luzes roxas que enfeitaram o cenário, assim proporcionando uma variação do tom azulado que havia dominado o ambiente até então. Após o primeiro bloco de músicas, Paulo Miklos comentou sobre a alegria em estar tocando no Blue Note e revelou detalhes sobre a gravação do seu novo disco ao vivo. Ele também mencionou que aproveitaria a oportunidade para ensaiar algumas músicas para a série de shows “Titãs Encontros”, que começará em abril. “Acho que é melhor começarmos a ensaiar logo com essa música aqui”, assim, acabou emendando a conversa com o clássico “Flores”. Ao observar a animação dos fãs, o dono da noite acabou […]

Persefone representa metal alternativo andorrano no palco do Manifesto Club

Clinger Carlos

Texto: Guilherme Góes – @thegoes_ Fotos: André Santos – @andresantos_mnp Realização: Dark Dimensions – @darkdimensionsbrazil Press: JZ Press – @jzpressassessoria É notável o aumento da presença de bandas que exploram sonoridades alternativas do heavy metal e decidem excursionar pelo Brasil, evidenciando a força do movimento musical em nosso país. Durante o feriado de carnaval, os finlandeses do Swallow The Sun trouxeram seu icônico doom metal, que é caracterizado pela fusão de vocais limpos e urros guturais, ao palco da Fabrique Club. Já no último final de semana, a banda sueca Enforcer apresentou a inusitada combinação de batidas e riffs speed/metal com vocais hard rock no Hangar 110. Dando continuidade à série de shows de grupos de metal alternativo e começando o mês de março com o pé direito, o Manifesto Bar – conhecido como o “templo do rock paulistano” – sediou a apresentação de estreia da banda andorrana Persefone em território nacional, com a abertura do evento a cargo do The Seer, uma das principais revelações da cena metal paulistana. Recentemente, o grupo lançou “The Answer”, segundo álbum completo da carreira, e segue em atividade divulgando o trabalho.   Oriunda de Andorra, pequeno país situado entre a França e Espanha cuja população total é inferior a dezenas de bairros paulistanos (menos de 80.000 habitantes), Persefone é o principal representante do metal da micronação europeia. Formada em 2000, a banda é conhecida pela habilidade técnica de suas composições, que combina elementos do death metal melódico, metal progressivo, synth music e até mesmo jazz, criando uma experiência auditiva verdadeiramente única. Ao longo das últimas duas décadas, o grupo lançou vários álbuns de estúdio aclamados pela crítica, incluindo “Truth Inside the Shades” (2004), “Core” (2006), “Shin-Ken” (2009), “Spiritual Migration” (2013) e “Aathma” (2017).  Com alguns minutos de atraso em relação ao horário oficial, o Manifesto abriu as portas ao público geral por volta das 19h20. Como de costume, uma discotecagem interna aqueceu o público. Já aqueles que não estavam interessados na tracklist puderam circular pelo clube e conferir algumas das “atrações alternativas” que enfeitam as paredes da casa, como fotografias e itens de algumas das principais lendas do rock mundial que já estiveram no local, entre elas: Dave Mustaine (Megadeth), Lemmy Kilmister (Motorhead), Klaus Meine e (Scorpions).    Às 20h10, The Seer iniciou a primeira apresentação da noite. Após uma breve […]

Sinistra apresenta show apoteótico de lançamento do álbum de estreia em São Paulo

Clinger Carlos

Texto : Maycon Avelino – @mayconphantoms Fotos: Anderson Hildebrando – @andersonh_fotografia Press: Hell Yeah Music Company – @hellyeah_music   Poderia ser só mais uma tarde de verão em São Paulo, com aquelas características tempestades se aproximando e a preguiça costumeira do fim de um domingo qualquer, mas não dessa vez, não na tarde de 29 de janeiro de 2023, pois uma grande expectativa se anunciava sobre esse dia, e para uma multidão de preto que compareceu ao Carioca Club em Pinheiros, estava claro que não se tratava de um domingo qualquer.   Era a estreia do Sinistra, uma banda que nasceu grande, cheia de espectativas, acompanhada pelo Carro Bomba, consolidada como uma das lendas do metal nacional, com quase 20 anos de estrada, e o Clash bulldog’s do Rio de Janeiro, uma banda que deu início como tantas na pandemia, mas que se destacou por sua competência e carisma do vocalista Marcelo Braune.   Particularmente não apostava em um público grande, tanto pela chuva que acabou sendo fraca , quanto pelo fato de ser no domingo com abertura da casa as 17:00.   Felizmente estava enganado, pois o público compareceu em peso, já do lado de fora a galera lotava os bares nos arredores, os estacionamentos a todo vapor e me chamou a atenção o número de pessoas com camisetas do Sinistra e Carro Bomba, foi quando vi que a noite prometia, e que o domingo tinha sido uma ótima escolha para o evento, garanto que nada melhor acontecia em São Paulo naquele começo de noite.   Com meia hora de atraso em relação ao anunciado as cortinas do Carioca se abriram para os cariocas do Clash Bulldog ́s, e logo de cara senti uma grande curiosidade por parte do público que, a essa altura, estavam todos voltados para o palco, e após a primeira música Prophets of Time, já sabia que estava diante de uma baita banda de rock tocando como em um grande estádio, extravasando energia com um som muito coeso, cheios de melodia e uma vibe ACDC, só que mais pesados e vigorosos.   Música a música, o […]

Nando Reis encerra turnê solo no Tokio Marine Hall e destaca setlist com os seus principais sucessos

Clinger Carlos

Texto: Guilherme Góes Fotos : André Santos Prestes a retornar aos palcos com a lendária banda Titãs para a turnê “Encontro”, no último sábado (11), o carismático cantor Nando Reis apresentou o último show da turnê “Nando Hits” no palco da Tokio Marine Hall.  Além disso, a cerimônia de encerramento da tour também contou com uma data extra no domingo (12). Porém, diferentemente da apresentação de sábado, o evento recebeu a participação especial da cantora Ana Vitória. Nesta recente série de apresentações ao vivo, o músico destacou um setlist especial, revisando todos os principais sucessos de seus 40 anos de carreira. Para aquecer o público, por volta das 21h, o palco secundário do clube abrigou um pocket show da banda Colomy. Formado por Pedro Lipatin, Eduardo Schuler e Sebastião Reis (filho de Nando Reis), o grupo destaca sonoridade acústica e vem recebendo grande visibilidade nas redes sociais. Atualmente, o trio conta com mais de 60 mil ouvintes na rede Spofity™ e 21 mil seguidores no Instagram™. O espaço aconchegante do cenário “lado-b” do hall de entrada da Tokio Marine permitiu uma apresentação intimista. Com o público praticamente “colado” aos instrumentos, Sebastião Reis e companhia conquistaram a atenção dos presentes com os singles “Pra você guardei o amor”, “Sendo como sou” e “Pássaro livre”. Colomy é um ótimo conjunto musical, possui composições marcantes, bases instrumentais agradáveis e presença de palco cativante. A produção “vacilou” ao não colocar o set dos rapazes no palco principal, já que, certamente, os efeitos especiais do telão de LED da casa iriam enriquecer a experiência geral do evento de abertura. Ao término do pocket show, os fãs seguiram em direção ao salão principal e ocuparam as mesas que foram organizadas de forma estratégica para “combinar” com a dinâmica da apresentação. Após anúncios dos patrocinadores e observações sobre medidas de segurança, Nando Reis, Eduardo Schuler (Bateria), Felipe Cambraia (baixo), Alex Veley (teclados) e Walter Villaça (guitarra) surgiram no cenário e deram o pontapé inicial no show com “Pré-sal”, que, logo de cara, impressionou o público com uma belíssima produção visual com imagens 3D destacando constelações, galáxias e oceanos sob um filtro “90s psychodelic”. Na sequência, “Marvin”, uma de suas maiores contribuições ao Titãs, teve sua execução decorada por fotografias pessoais de Nando e […]