Destacando músicas autorais e covers, Paulo Miklos faz show memorável na Blue Note SP

Clinger Carlos

Texto: Guilherme Góes – https://www.instagram.com/thegoes_/ André Santos – https://www.behance.net/andresantos71 O Blue Note SP se estabeleceu como um grande sucesso na noite paulistana.   Apesar de ter enfrentado certos desafios em seus primeiros anos de atividade devido a pandemia de Covid-19, a filial da lendária casa de espetáculos nova-iorquina conseguir manter as portas abertas, e agora destaca apresentações de altíssima qualidade em todos os dias da semana. O local recebe cada vez mais pessoas, consolidando sua posição como um dos principais destaques da cena cultural da cidade. A casa já atrai um grande número de fãs de música até mesmo quando sedia apresentações de artistas independentes e bandas covers. Assim sendo, não era de se esperar que um show especial do Paulo Miklos, lendário vocalista da banda Titãs, iria levar o clube a sua lotação máxima. Na última quarta-feira (15), o renomado cantor veio ao local para gravar seu novo disco ao vivo, com previsão de lançamento para o segundo semestre.  Por volta das 20h, Paulo Miklos subiu ao palco acompanhado por Michele Cordeiro na guitarra, Michele Abu na bateria e Otavio Carvalho no baixo, dando início ao set com a animada “Todo Esse Querer”, faixa presente em seu mais recente trabalho solo, “Do Amor Não Vai Sobrar Ninguém”, lançado em 2022. A apresentação continuou destacando o disco, com a performance de “Um Misto de Todas As Coisas”, em que a guitarrista “roubou a cena” com um incrível solo no final da música. Durante execução de “É Assim Que Eu Sei”, canção com base instrumental mais simples que também oriunda do último álbum, o que acabou se destacando foi com um jogo de luzes roxas que enfeitaram o cenário, assim proporcionando uma variação do tom azulado que havia dominado o ambiente até então. Após o primeiro bloco de músicas, Paulo Miklos comentou sobre a alegria em estar tocando no Blue Note e revelou detalhes sobre a gravação do seu novo disco ao vivo. Ele também mencionou que aproveitaria a oportunidade para ensaiar algumas músicas para a série de shows “Titãs Encontros”, que começará em abril. “Acho que é melhor começarmos a ensaiar logo com essa música aqui”, assim, acabou emendando a conversa com o clássico “Flores”. Ao observar a animação dos fãs, o dono da noite acabou […]

Persefone representa metal alternativo andorrano no palco do Manifesto Club

Clinger Carlos

Texto: Guilherme Góes – @thegoes_ Fotos: André Santos – @andresantos_mnp Realização: Dark Dimensions – @darkdimensionsbrazil Press: JZ Press – @jzpressassessoria É notável o aumento da presença de bandas que exploram sonoridades alternativas do heavy metal e decidem excursionar pelo Brasil, evidenciando a força do movimento musical em nosso país. Durante o feriado de carnaval, os finlandeses do Swallow The Sun trouxeram seu icônico doom metal, que é caracterizado pela fusão de vocais limpos e urros guturais, ao palco da Fabrique Club. Já no último final de semana, a banda sueca Enforcer apresentou a inusitada combinação de batidas e riffs speed/metal com vocais hard rock no Hangar 110. Dando continuidade à série de shows de grupos de metal alternativo e começando o mês de março com o pé direito, o Manifesto Bar – conhecido como o “templo do rock paulistano” – sediou a apresentação de estreia da banda andorrana Persefone em território nacional, com a abertura do evento a cargo do The Seer, uma das principais revelações da cena metal paulistana. Recentemente, o grupo lançou “The Answer”, segundo álbum completo da carreira, e segue em atividade divulgando o trabalho.   Oriunda de Andorra, pequeno país situado entre a França e Espanha cuja população total é inferior a dezenas de bairros paulistanos (menos de 80.000 habitantes), Persefone é o principal representante do metal da micronação europeia. Formada em 2000, a banda é conhecida pela habilidade técnica de suas composições, que combina elementos do death metal melódico, metal progressivo, synth music e até mesmo jazz, criando uma experiência auditiva verdadeiramente única. Ao longo das últimas duas décadas, o grupo lançou vários álbuns de estúdio aclamados pela crítica, incluindo “Truth Inside the Shades” (2004), “Core” (2006), “Shin-Ken” (2009), “Spiritual Migration” (2013) e “Aathma” (2017).  Com alguns minutos de atraso em relação ao horário oficial, o Manifesto abriu as portas ao público geral por volta das 19h20. Como de costume, uma discotecagem interna aqueceu o público. Já aqueles que não estavam interessados na tracklist puderam circular pelo clube e conferir algumas das “atrações alternativas” que enfeitam as paredes da casa, como fotografias e itens de algumas das principais lendas do rock mundial que já estiveram no local, entre elas: Dave Mustaine (Megadeth), Lemmy Kilmister (Motorhead), Klaus Meine e (Scorpions).    Às 20h10, The Seer iniciou a primeira apresentação da noite. Após uma breve […]

Edu Falaschi apresenta show inédito em conjunto com orquestra sinfônica jovem de Artur Nogueira

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Texto: Guilherme Góes (Repórter credenciado pelo nosso Site parceiro Metal no Papel) Fotos: Jeff Marques (Mulekedoidomemo) Em 2022, para a realização de seu primeiro DVD ao vivo, Edu Falaschi trouxe uma produção majestosa ao palco do Tokio Marine Hall. Com aspectos teatrais, efeitos pirotécnicos e decoração temática, o músico protagonizou um dos eventos mais “hypados” do ano passado, deixando dezenas de apresentações internacionais “no chinelo”. Acha tudo isso um exagero? Pergunte a qualquer profissional que esteve na cobertura do evento, e ele provavelmente dirá: “foi um dos shows mais bonitos que já assisti”. Menos de seis meses após a cerimônia monumental, no último sábado (21), o vocalista retornou ao clube para apresentar um set especial em conjunto com a orquestra sinfônica jovem da cidade de Artur Nogueira (seleção musical composta por alunos do Projeto Retratar).  – Projeto Retratar Idealizado e escrito pelo Maestro Ricardo Michelino, o Projeto Retratar é uma ação social beneficente e sem fins lucrativos, que começou em 2010 pela Corporação Musical 24 de Junho. Atualmente, a instituição oferece aulas gratuitas de música, instrumentos, canto e coral, e também atende 11 escolas da Rede Municipal de ensino de Artur Nogueira. Em entrevista ao jornal “O Nogueirense“, Edu Falaschi afirmou: “Com grande alegria estou tendo a nobre oportunidade de poder participar desse lindo projeto que incentiva crianças, pessoas carentes e toda a sociedade de Artur Nogueira a se envolver com a arte e a música de verdade. Esse projeto social, beneficente e sem fins lucrativos é um grande exemplo de que sempre podemos fazer nossa parte e contribuir positivamente com nosso país”. – Show Após uma chuva pesada, que simplesmente varreu a cidade de São Paulo na sexta-feira, o clima deu uma trégua no sábado. Assim sendo, os fãs compareceram em peso e tomaram os bares locais.   Geralmente, a organização da Tokio Marine convida bandas covers para apresentarem pocket-shows no hall de entrada do clube, assim animando a galera enquanto aguarda as atrações no palco principal. Porém, assim como aconteceu no show do músico Geoff Tate, que havia se apresentado no local na noite anterior, nenhum concerto secundário foi arranjado. Dessa forma, os presentes acabaram “matando o tédio” curtindo a discotecagem interna ou conferindo barracas com produtos exclusivos do baterista Aquiles Priester.  Com 15 minutos de antecedência em relação ao horário oficial, os integrantes da orquestra sinfônica jovem de […]

Geoff Tate apresenta show especial com “Rage of For Order” e “Empire” na íntegra

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Texto: Guilherme Góes Fotos: André Santos Após protagonizar um show intimista e relativamente improvisado em um pequeno pub na capital fluminense, o vocalista Geoff Tate desembarcou em São Paulo, na última sexta-feira (20), para apresentar na íntegra dois enormes sucessos comerciais do Queensrÿche: “Rage for Order” e “Empire”. O evento aconteceu na casa de espetáculos Tokio Marine Hall. Voz presente em hits atemporais como “Best I can”, “Silent Lucidity” e “Another Rainy Night”, Geoff conquistou fama global ao liderar o Queensrÿche –  um dos grupos mais importantes do metal progressivo oitentista. Além disso, o vocalista também liderou outros projetos, como “Operation: Mindcrime” (depois da sua turnê de despedida como Queensrÿche, ele renomeou sua nova banda em homenagem ao álbum de mesmo nome) e “Sweet Oblivion”. Em mais de 40 anos de carreira, o músico ostenta alguns prêmios, entre eles: “Melhor voz do Heavy Metal Progressivo” (Revista Vegas Rocks, 2012) e “9º Melhor cantor de metal agudo” (Revista OC Weekly’s, 2015). Aos 64 anos, segue em atividade realizando shows com músicas de suas antigas bandas, em conjunto com composições de sua carreira solo.   – Pré show com ruas vazias  Ao longo da penúltima semana de janeiro, dias ensolarados reinaram em São Paulo. Porém, para a tristeza dos comerciantes e ambulantes da Rua Bragança Paulista, uma forte garoa atingiu a cidade na sexta-feira, e muitos acabaram desistindo do famoso “esquenta pré-show”. Os poucos fãs que circulavam pelo endereço preferiram se abrigar dentro da casa de espetáculo assim que os portões foram abertos, por volta das 20h.   Geralmente, a organização da Tokio Marine convida bandas covers para apresentarem pocket-shows no hall de entrada do clube, assim animando a galera enquanto aguardam as atrações no palco principal. Porém, desta vez, nenhum concerto secundário foi arranjado. Dessa forma, os presentes acabaram “matando o tédio” curtindo a discotecagem interna, conferindo barracas com produtos exclusivos da turnê ou simplesmente descansando na confortável área externa do espaço.   – Marenna tocando para (quase) ninguém   Por volta das 20h30, a banda gaúcha Marenna iniciou a sessão de música ao vivo. Infelizmente, o público presente na pista ainda era bastante reduzido, sequer contabilizando 150 pessoas. No entanto, a ausência de seguidores não desanimou o grupo liderado por Rod Marenna (figura popular do metal rio-grandense, com mais de 30 anos de atividade na cena), e os rapazes conseguiram cativar a pequena parcela de fãs com um som hard rock repleto […]

Destacando interpretações de clássicos do Rock n’ Roll, Mark Lambert & Blue Note Big Band inicia agenda de shows de 2023 na casa Blue Note São Paulo

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Texto: Guilherme Góes Fotos: André Santos Em fevereiro de 2019, São Paulo finalmente foi presenteado com uma filial do Blue Note: uma das mais famosas e renomadas casas de jazz do mundo. Fundado pelos músicos Danny Bensusan e Nat Adderleyem, na cidade de Nova Iorque, em 1981, o clube foi idealizado com a proposta de fornecer shows em dias úteis sempre às 20h e 22h30, assim possibilitando uma pequena “dose” de cultura aos moradores da cidade em meio a uma semana agitada. A proposta foi bem aceita pelo público, e o Blue Note acabou se tornando um marco na cena cultural da maior metrópole econômica do planeta. Atualmente, a marca conta com oito “dependências” ao redor do globo, que reproduzem com fidelidade a experiência do point de Greenwich Village.    Na capital paulista, o Blue Note SP encontra-se no 2º andar do edifício Conjunto Nacional. O espaço destaca uma decoração encantadora com quadros voltados à temática “urban night culture“, além de um bar enfeitado com modernos tubos de iluminação e esculturas e bustos de figuras icônicas do Rock n’ Roll e Blues como Elvis Presley e James Brown. Já o salão principal da casa contém 346 mesas e um palco que mede apenas 60 centímetros de altura, que literalmente destrói por completo a barreira “público/artista”. No entanto, a atração principal da casa é sua varanda externa, que fornece uma vista sensacional da Avenida Paulista. Com a normalização da pandemia de Covid-19, o clube promete agitar a noite paulistana, e já conta com uma agenda completa de shows até o mês de abril.    Na última quinta-feira (05), representantes do Heavy Metal on Line acompanharam a apresentação do estadunidense Mark Lambert e sua Big Band, conjunto que foi escalado para abrir a programação do Blue Note em 2023.  Após anúncios dos patrocinadores da casa, os músicos subiram ao palco com 17 minutos de atraso. No entanto, a demora foi programada, já que uma grande parcela do público ainda se encontrava na fila de entrada próximo ao horário de início do set. Em seguida, o show constitui-se em releituras estendidas de clássicos do Rock n’ Roll e Blues das décadas de 50 e 60, como Blowin’ In The Wind (Bob Dylan), Can’t Buy Me Love (The Beatles), (I Can’t Get No) Satisfaction, What Is This Thing Called Love? (Ella Fitzgerald), entre outros. Ao longo do show, o frontman e seus músicos de apoio não […]

Samael e Hypocrisy protagonizam última gig de música extrema do ano na Audio Club

Clinger Carlos

Texto: Guilherme Gões Foto: André Santos Realização: Honorsounds Assessoria: Hoffman & O’Brian Imprensa: Acesso Music Parceria: Till Dawn They Count Brazil Quando uma banda muda drasticamente de estilo e lança um material destacando novas influências, o trabalho geralmente se torna alvo de críticas por parte dos fãs “hardcore” e da mídia especializada. Porém, a banda suiça Samael conseguiu “ir contra as estatísticas” quando lançou “Passage“, em 1996.   Formada em 1987, na cidade de Sion, o grupo suiço apresentou sonoridade e composições ligadas ao Black Metal tradicional em seus primeiros anos de atividade. Nos álbuns Worship Him (1991) e Ceremony of Opposites (1994), dois dos principais trabalhos do fenômeno conhecido como “segunda onda do Black Metal”, o quarteto utilizou de forma exaustiva riffs power chords, breakdowns e blast beats. Além disso, boa parte das letras desses discos são sobre satanismo, magia negra e ocultismo.    No entanto, em “Passage“, a banda optou por uso intensivo de teclados, riffs compactos e até elementos de música clássica, afastando-se do Black Metal e seguindo em direção ao Industrial/Doom Metal. Igualmente, neste trabalho, a banda abandonou as letras satânicas e começou a abordar fenômenos da natureza e cosmologia. O disco foi bem aceito entre os fãs antigos, e ainda ajudou a banda conquistar espaço dentro da cena Heavy metal mainstream, já que o videoclipe do single “Jupiterian Vibe” passou a ser exibido em diversos programas voltados ao público headbanger.    No último domingo (11), a banda veio à cidade de São Paulo celebrar os 25 anos do icônico lançamento. O evento aconteceu na Audio Club, e contou com a participação da banda Carniçal (Comedy Black Metal de Nova Odessa) e Hypocrisy – gigantes do Death Metal sueco.   A casa abriu às 17h30, com 30 minutos de atraso em relação ao horário oficial. Porém, isso não causou contratempos, já que o público inicial era pequeno. Sem aglomerações ou filas, foi possível curtir a discotecagem, conferir a banca de merch e tirar uma foto no banner com a arte oficial da turnê.   Perto das 18h, Marcello Pompeu, vocalista da banda Korzus, apareceu no palco da Audio para apresentar a gig da Honoursounds e introduzir a primeira banda da noite. “Vamos tocar um show do abismo, então é bom tomar cuidado para não entrar em depressão”, com esse discurso horripilante, o guitarrista Matheus “Sototos” anunciou a apresentação da banda Carniçal.  Enquanto os demais colegas arrumavam os instrumentos, o rapaz acendeu um cigarro e […]