Evergrey reafirma sua força criativa no 15º álbum de estúdio

Resenha por Jaqueline Souza – @jackie.souza.flashs

Nota: 8,5

Poucas bandas dominam tão bem o equilíbrio entre peso e melodia quanto o Evergrey, uma equação que segue guiando sua evolução disco após disco. O novo álbum, Architects of The New Weave, lançado em 5 de junho, não transforma radicalmente a banda, mas aprimora tudo aquilo que ela já executa com excelência.  Mesmo trazendo menos camadas progressivas, o trabalho ainda promete figurar entre os lançamentos de prog metal mais bem recebidos deste ano, apoiado na voz emocional de Tom S. Englund, produção moderna e uma atmosfera sombria e introspectiva que, para mim, resultam em um álbum sólido, com uma pitada maior de apelo comercial.

A faixa-título traz um refrão palatável construído sobre um mantra inspirador, repetindo a afirmação “We’re the architects / We are the architects”. Confesso que, ao ouvir pela primeira vez, fiquei com ele na cabeça por horas (é realmente daqueles que grudam). E explorando a parte lírica, essa ideia é bem desenvolvida ao longo do disco, especialmente em faixas como “The World Is On Fire”, “Living The Emptiness”, “A Burning Flame” (que conta com a participação especial de Mikael Stanne) e na mais pesada e agressiva (para mim, a melhor do álbum) “Call Off Your Lions”. Conforme as passagens progressivas se desenvolviam e ganhavam intensidade, “fui tomada por aquela empolgação característica dos grandes momentos do prog metal, o que só reforçou minha impressão positiva sobre o álbum.”

Se por um lado alguns fãs podem sentir falta de uma abordagem mais ousada e intrincada, por outro o Evergrey demonstra maturidade ao compreender exatamente quais são seus pontos fortes. Architects of The New Weave não tenta criar algo totalmente inédito nem impressionar a todo momento, seu mérito está justamente em entregar canções consistentes e emocionalmente envolventes, reforçando uma trajetória que, longe de perder força com o tempo, continua ampliando o alcance e a relevância da banda para diferentes gerações de ouvintes.

Tracklist:

·         Welcome To The Pattern (intro)

·         The Shadow Self

·         Architects Of The New Weave

·         The World Is On Fire

·         Heaven

·         The Script

·         Leaving The Emptiness

·         Longing

·         A Burning Flame (feat. Mikael Stanne)

·         Call Off Your Lions

·         Chains Of Shame

·         The Prophecy