L7 em BH: “Seleção de hit’s para resgatar a história de quem é referência”

Belo Horizonte, capital mineira, vivenciou na noite de 27/10 um dos capítulos da passagem das estadunidenses do L7 pelo Brasil.

Belo Horizonte, capital mineira, vivenciou na noite de 27/10 um dos capítulos da passagem das estadunidenses do L7 pelo Brasil. A tour contou ao todo com 6 shows em uma turnê no formato ‘best of’, que veio para celebrar grandes clássicos da longeva história da banda. Na agenda pela América do Sul também estão agendadas passagens pela Argentina, Chile e Colômbia.

Como de costume na rota dos shows internacionais em terras brasileiras bandas de abertura recheiam o line-up e, não menos importantes, esquentaram o clima até o início do show oficial. Ficaram incumbidas desta tarefa em terras mineiras as bandas Tantum (BH) e Dirty Grave (SP).

 

Tantum: “Foco na arte cênica e influências do Rock oitentista”

Imagine uma apresentação com aspectos visuais impactantes, discursos valorizando as mulheres, autenticidade em alta e um som com boas influências do Rock e Progressivo feito na década de 70 e 80. Assim é o Tantum, quarteto mineiro que veio divulgar o seu full length “Turning Tables” (2021).

 

 

Chervona (vocais/flauta) apimentou o show com danças e figurino chamativo

A banda, liderada por Chervona (vocais, teclados, flauta), não poupou esforços para destacar seus principais pontos fortes e entregou um show, no mínimo, digno de aplausos. ‘New World’, ‘Wicked Spirit’ e ‘Blind Snakes’ foram algumas das faixas do citado álbum e arrancaram performances marcantes, mesclando uma sonoridade robusta com atuação teatral de seus músicos.

Guitarra e baixo pesados se misturaram com flauta, teclado, coreografias de danças figurinos chamativos. Até uma guilhotina foi usada para o espetáculo teatral proposto pelo Tantum. ‘Prophecy In Ashes’ e ‘Roulettenbourg Roulette’ encerram o show e certificaram a força do underground mineiro com uma banda segura do que faz e que não pensa duas vezes em inserir alta dosagem de originalidade em seu som e suas apresentações.

 

Dirty Grave: “Flerte com o Doom Metal e energia de sobra”

Os paulistas da Dirty Grave trouxeram o seu Doom Metal já tradicional, resumidos em um set de apenas 4 faixas, sendo a sua maioria do disco “Sin After Death” (2019). Angela Melissa (vocal e baixo) comandou a turma com propriedade, em meio a um som ora veloz, ora guiado pelo Doom tradicional e guitarras arrastadas, podemos dizer assim.

 

 

Entrosamento e atitude dominaram show do Dirty Grave em BH

 

‘Satan’s Wings’, ‘Turn off my Fears’, ‘Disposable Toys’ e o desfecho com ‘Satan’s Wings II (I saw the Devil)’ ganharam a confiança do púbico que ainda não conhecia o trabalho e reverberou em vibração dos fãs e de quem já acompanha a Dirty Grave mais de perto.

Nenhuma surpresa até aí, afinal, estamos falando de uma banda já com dois álbuns de estúdio e que possui boas histórias para contar em um underground lotado de opções, dia após dia. Melissa e sua turma cumpriram a missão com êxito, resultado de um show repleto de vigor, atitude e alavancado por um som honesto, certeiro e muito bem influenciado.

 

L7: “Idolatradas do início ao fim em uma viagem nos seus grandes sucessos”

Palco preparado, luzes apagadas e clima de euforia rodearam a entrada de Donita Sparks (guitarra/vocal), Suzi Gardner (guitarra/vocal), Dee Plakas (bateria) e Jennifer Finch (baixo/vocal) no palco em BH.

Daí para frente a nostalgia tomou conta e uma sequência de clássicos do legado da banda animou do mais fiel ao mais recente fã das norte americanas. ‘Deathwish’, do clássico “Smell the Magic” (1991) foi a porta de entrada para uma sequência de mais de 20 destaques no melhor estilo best of, objetivo da tour sul-americana.

 

 

Quarteto norte americano trouxe set recheado de clássicos e agitou fãs

 

Mesmo não desfrutando da juventude de outrora, Donita e sua turma esbanjaram vitalidade e energia ao vivo ao passear por canções dos icônicos “Smell the Magic” (1991) e “Bricks Are Heavy” (1992), por exemplo. O entrosamento aliado à experiência do quarteto refletiu em versões poderosas de faixas como ‘Everglade’, ‘Scrap’ ‘Pretend We’re Dead’, ‘Slide’, ‘Bad Things’, ‘Monster, dentre muitas outras.

Após acompanhar um show vigoroso, repleto de clássicos não restou dúvida (se é que existia!) o quanto o L7 é referência no cenário Punk/Grunge mundial. Mais de três décadas de história foram retratados de maneira primorosa e justificaram o grande respeito dos fãs mineiros pelo legado das “garotas”, se assim podemos dizer.

Em um cenário underground cada vez com mais opções, bandas lendárias e experientes como L7 não perdem seu posto e continua influenciando gerações. Sorte da capital mineira que vivenciou intensamente este capítulo da música pesada, regado a um set encorpado e escolhido a dedo aliado com muita energia, simpatia e, claro, experiência de sobra!

 

Set list:

Deathwish

Andres

Everglade

Scrap

Stadium West

Shove

One More Thing

Mr. Integrity

Slide

Can I Run

Human

Bad Things

Monster

Fuel My Fire

Fighting the Crave

Drama

Non-Existent Patricia

Wargasm

Dispatch From Mar-a-Lago

Pretend We’re Dead

Shitlist

American Society

Fast and Frightening

Texto e fotos: Reynaldo Trombini

Next Post

Horror Expo SP 2023: Confira a programação completa da feira

Belo Horizonte, capital mineira, vivenciou na noite de 27/10 um dos capítulos da passagem das estadunidenses do L7 pelo Brasil. A tour contou ao todo com 6 shows em uma turnê no formato ‘best of’, que veio para celebrar grandes clássicos da longeva história da banda. Na agenda pela América do Sul também estão agendadas passagens pela Argentina, Chile e Colômbia. Como de costume na rota dos shows internacionais em terras brasileiras bandas de abertura recheiam o line-up e, não menos importantes, esquentaram o clima até o início do show oficial. Ficaram incumbidas desta tarefa em terras mineiras as bandas Tantum (BH) e Dirty Grave (SP).   Tantum: “Foco na arte cênica e influências do Rock oitentista” Imagine uma apresentação com aspectos visuais impactantes, discursos valorizando as mulheres, autenticidade em alta e um som com boas influências do Rock e Progressivo feito na década de 70 e 80. Assim é o Tantum, quarteto mineiro que veio divulgar o seu full length “Turning Tables” (2021).     A banda, liderada por Chervona (vocais, teclados, flauta), não poupou esforços para destacar seus principais pontos fortes e entregou um show, no mínimo, digno de aplausos. ‘New World’, ‘Wicked Spirit’ e ‘Blind Snakes’ foram algumas das faixas do citado álbum e arrancaram performances marcantes, mesclando uma sonoridade robusta com atuação teatral de seus músicos. Guitarra e baixo pesados se misturaram com flauta, teclado, coreografias de danças figurinos chamativos. Até uma guilhotina foi usada para o espetáculo teatral proposto pelo Tantum. ‘Prophecy In Ashes’ e ‘Roulettenbourg Roulette’ encerram o show e certificaram a força do underground mineiro com uma banda segura do que faz e que não pensa duas vezes em inserir alta dosagem de originalidade em seu som e suas apresentações.   Dirty Grave: “Flerte com o Doom Metal e energia de sobra” Os paulistas da Dirty Grave trouxeram o seu Doom Metal já tradicional, resumidos em um set de apenas 4 faixas, sendo a sua maioria do disco “Sin After Death” (2019). Angela Melissa (vocal e baixo) comandou a turma com propriedade, em meio a um som ora veloz, ora guiado pelo Doom […]