Irmãos Cláudio e Sérgio Bezz dão uma geral no repertório do debut da banda carioca de thrash metal | Foto: Divulgação/Taurus
Atualmente em plena turnê “Taurus 1985” e compondo novo material de inéditas, os irmãos Cláudio Bezz e Sérgio Bezz, guitarrista e baterista da banda carioca de thrash metal Taurus, revivem o lançamento do debut, “Signo de Taurus”. O trabalho, que segue como um marco do thrash brasileiro, reúne composições criadas quando os irmãos, acompanhados de Otávio Augusto (vocal) e Jean (baixo), ainda ensaiavam em casas abandonadas, improvisavam com violão e baquetas em almofadas e alimentavam o sonho de gravar um LP.
A abertura instrumental que dá nome ao álbum, que se tornou o primeiro registro da história do selo Point Rock, de Sérgio Barreto, estabelece o clima épico e sombrio, inspirado por referências cinematográficas e atmosferas medievais, como o filme Conan, o Bárbaro (1982). Em seguida, “Mundo em Alerta” apresenta uma crítica direta a cenários de guerra e intolerância. “Massacre”, por sua vez, surgiu de forma espontânea no violão e se transformou em uma das faixas mais emblemáticas do disco. “Ela foi composta rapidamente, com a sensação de que já fazia parte do repertório havia tempos. A introdução nasceu a partir de estudos de violão de Leo Brouwer, trazendo uma base dissonante e com forte mecânica violonística, que acabou servindo de origem para todos os riffs”, detalha Cláudio Bezz.
As influências internacionais aparecem de forma clara ao longo do repertório. “Império Humano” nasceu a partir de um riff criado na guitarra em meio à rotina de estudos intensos de Cláudio Bezz, quando músicas do Iron Maiden e Judas Priest eram tiradas repetidamente no toca-discos, a ponto de desgastar os vinis. Esse processo acabou influenciando diretamente a sonoridade da banda, somando-se a referências como Slayer, Mercyful Fate, Fates Warning, Savatage e Metallica, nomes que, na época, lançavam seus primeiros trabalhos e ajudaram a moldar o estilo do Taurus.
Já “Batalha Final”, a primeira composição do Taurus, traz temática bíblica e simboliza o ponto de partida para a trajetória do grupo. “Ela foi inspirada no armagedom e nos quatro cavaleiros do apocalipse. Para o Taurus, ela carrega um forte valor simbólico”, descreve Sérgio Bezz. “Ela surgiu como uma resposta direta ao impacto causado pela coletânea SP Metal, que mostrou aos integrantes que era possível gravar um disco próprio. A partir disso, o Taurus passou a encarar a carreira com mais seriedade, iniciando a produção de demos até chegar ao lançamento do LP”, acrescenta Cláudio Bezz.
O imaginário do terror ganha espaço em “Damien”, inspirada pelo filme The Omen, com uma abordagem intensa e agressiva. “Rebelião dos Mortos” foi criada em ensaios realizados em casas abandonadas de amigos, locais onde a banda passava dias inteiros tocando. Um desses espaços, apelidado de “covão”, acabou se tornando um verdadeiro laboratório criativo. “Nesse período, já estávamos entrando em uma fase de bases mais marcadas e músicas longas. ‘Rebelião dos Mortos’ foi a última composta para o disco e penso que isso já era um prenúncio do que viria no disco seguinte, ‘Trapped in Lies’, como um estágio embrionário dele”, observa Cláudio Bezz.
Segundo Sérgio Bezz, “Falsos Comandos” foi uma das últimas composições feitas para o repertório. “Ela carrega forte influência de ‘Bonded by Blood’, do Exodus, refletindo referências que moldaram o nosso som e foram adaptadas ao nosso jeito de tocar. Um dos destaques é o groove, algo que acabou se tornando uma característica marcante e cada vez mais perceptível com o passar do tempo. Pelo menos esse é o nosso feeling”.
“Signo de Taurus” representa a fase inicial do metal no Rio de Janeiro e funciona como um retrato direto de um período em que fazer metal no Brasil era, acima de tudo, um exercício de paixão, insistência e descoberta dentro da cena. “O debut traduz o que a gente ouvia e entendia como ter uma banda naquele momento. As composições reúnem três ou quatro anos das nossas experiências iniciais nos anos 80, movidos pela paixão e pelo sonho de fazer shows e gravar nossos próprios discos. Olhando para trás, nunca imaginei que essa jornada duraria tanto tempo, já são 40 anos, e que moldaria de forma tão intensa a vida de todos nós. Ainda bem!”, conclui Cláudio Bezz.
Confira o vídeo ao vivo de “Signo de Taurus”/”Império Humano”, gravado ao vivo em Natal (RN) em março de 2026 durante a turnê “Taurus 1985” em https://youtu.be/xzuYFIiSEGY
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Ricardo Batalha | ASE Music
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