Beth Gibbons, do Portishead, é a primeira atração confirmada no C6 Fest 2027

Crédito: Kimberley Ross

Dona de uma das vozes mais marcantes da música britânicanas últimas décadas, artista retorna ao Brasil depois de 24 anos

Voz do Portishead e protagonista de uma carreira singular na música britânica, Beth Gibbons é a primeira atração confirmada do C6 Fest 2027. A cantora e compositora sobe ao palco no último dia do festival, que realiza sua quinta edição entre 20 e 23 de maio, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. O show marca seu retorno ao Brasil após 24 anos, desde que esteve no Rio de Janeiro, em 2003, ao lado de Rustin Man.

 

Para além da banda que a consagrou, a artista vem seguindo um caminho artístico pouco previsível, movido mais pela curiosidade do que pela repetição de fórmulas. Essa inquietação aparece em trabalhos como “Out of Season” (2014), álbum lançado com Rustin Man, e na interpretação da Sinfonia nº 3, de Henryk Górecki, conhecida como “Symphony of Sorrowful Songs”, ao lado da Polish National Radio Symphony Orchestra, sob regência de Krzysztof Penderecki, em 2014.

 

Nos últimos anos, essa trajetória ganhou novas conexões. Beth emprestou sua voz a à canção “Mother I Sober”, de Kendrick Lamar, no álbum “Mr. Morale & the Big Steppers”, e participou de “HELP 2”, coletânea beneficente da War Child, com sua releitura de “Sunday Morning”, do The Velvet Underground.

 

No entanto, foi com “Lives Outgrown, lançado em 2024, que a artista apresentou seu trabalho mais pessoal até hoje. Primeiro álbum solo de sua carreira, o disco levou dez anos para ficar pronto e nasceu de um período marcado por “muitas despedidas”. Produzido por ela e James Ford, com produção adicional de Lee Harris, o trabalho que recebeu uma indicação ao Mercury Prize atravessa maternidade, ansiedade, menopausa, envelhecimento e mortalidade.

 

“Percebi como era a vida sem esperança. E essa era uma tristeza que eu nunca tinha sentido. Antes, eu tinha a capacidade de mudar meu futuro, mas, quando você se vê diante do seu próprio corpo, não pode obrigá-lo a fazer algo que ele não quer fazer”, observa.

 

As perdas e a passagem do tempo também aparecem de maneira direta em suas reflexões sobre o trabalho. “As pessoas começaram a morrer. Quando você é jovem, nunca conhece os finais, não sabe como as coisas vão se desenrolar. Você pensa: ‘vamos superar isso, vai melhorar’. Alguns finais são difíceis de assimilar.” Depois desse processo, Beth resume a perspectiva que encontrou: “Agora que saí do outro lado, só penso que é preciso ter coragem.”

 

A recepção crítica acompanhou a intensidade do disco e de suas apresentações. A revista Record Collector descreveu o show como “inquietante, intenso e celebratório”. Já o jornal The Observer destacou as “texturas de folk, música clássica e jazz” que sustentam a voz “elegante e sinuosa” da cantora em um trabalho solo de “intensidade sem concessões”.

 

Em 2027, o C6 Fest reafirma uma posição já consolidada no calendário cultural brasileiro. Fruto da parceria entre o C6 Bank e a Dueto, o festival vem construindo, desde a estreia em 2023, uma identidade marcada por uma curadoria que coloca lado a lado artistas consagrados e nomes que apontam novos caminhos para a música contemporânea. Por seus palcos já passaram atrações como Kraftwerk, Robert Plant, Pretenders, Raye, Samara Joy, The xx, Wilco e Pavement, entre muitos outros. O início da venda de ingressos e os demais nomes da programação serão anunciados ainda este ano.

 

Acompanhe as novidades nas páginas oficiais do C6 Fest:

www.c6fest.com.br

https://www.instagram.com/c6fest

 

Fonte: Factoria Comunicação