Chococorn and the Sugarcanes | Crédito: Divulgação
A turnê conjunta de duas revelações do emo/rock alternativo nacional, Chococorn and the Sugarcanes e Bella e o Olmo da Bruxa , chega neste domingo (6 de abril) à capital paulista. O show acontece no Hangar 110 e terá o Eliminadorzinho como atração convidada. A realização é fazer selo e produtora +Um Hits .
Ingressos: https://pixelticket.com.br/eventos/26035/chococorn-bella-eo-olmo-eliminadorzinho
Os grupos de Santa Bárbara d’Oeste (SP) e Porto Alegre (RS), respectivamente, se destacaram na cena do rock nacional percorrendo o país, levando algumas novidades e sucessos pelos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.
Bella e o Olmo da Bruxa
A banda Bella e o Olmo da Bruxa já é veterana nos palcos de Porto Alegre (RS). Com sonoridade baseada no rock alternativo, o grupo apresenta repertório com melodias simples que contrastam emoções profundas nas canções.
A Bella e o Olmo da Bruxa é formada pelos músicos Pedro Acosta, Felipe Pacheco, Julia Garcia e Ricardo De Carli, e tem conquistado uma base fiel de fãs do emorock brasileiro.

Bella e o Olmo da Bruxa | Crédito: @expedidorsounds
Em atividade desde 2016, a banda lançou seu primeiro disco homônimo, em 2020, que já soma quase 3 milhões de reproduções.
O grupo já dividiu o palco com outros grandes nomes da cena independente, como Boogarins e Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo. Em 2024, caiu na estrada com a “Melhor Turnê do Mundo”, percorrendo cidades do Rio Grande do Sul até Minas Gerais, para divulgar o single “A Melhor Música do Mundo” que faz parte do segundo e vindouro disco de estúdio da banda.
Chococorn and the Sugarcanes
Já na cidade de Santa Bárbara d’Oeste (SP) foi o ponto de partida para a criação da Chococorn and the Sugarcanes . O grupo integra o catálogo de artistas do selo musical e produtora +um HITS, de Americana (SP). A banda está em atividade desde 2021 e também tem conquistado cada vez mais espaço na cena brasileira com sua essência “019”.
Tudo começou a partir da união dos amigos de infância Alexandre Luz (bateria), Filipe Bacchin (guitarra base), Pedro Guerreiro (guitarra solo) e Pietro Sartori (baixo). Desde o primeiro encontro informal, eles perceberam que a jovialidade e animosidade desse encontro poderia se transformar em um repertório autoral, que reúne influências do midwest emo, o tal “emo caipira”, e do pop punk.
Em 2024, eles tiveram a oportunidade de circular por outros estados pela primeira vez com a “Emo Caipira Tour”, passando por casas de shows icônicas, que estão marcadas na história da música brasileira e seguem em atividade com as portas abertas para novos filhos.
Algumas delas foram a Audio Rebel, no Rio de Janeiro; a 92 Graus e a The Basement, em Curitiba; a Casa Matriz, em Belo Horizonte; o Pub Véio Loco, em Caxias do Sul; a Ocidente, em Porto Alegre; além de muitas outras casas de shows relevantes da cena do interior e da capital paulista. Nessa ocasião, o foco central das apresentações foi a divulgação do primeiro álbum, “Siamês”.
O baterista Alexandre Luz conta que essa primeira turnê foi um marco na história da banda e refletiu em experiências valiosas para os artistas. “A partir disso, as coisas passaram a ser muito maiores do que eram antes, e consequentemente, começamos a dar mais atenção a pontos como as formas de retribuir o carinho do público, questões técnicas, equipamentos etc. Então, posso dizer sim que, para essa turnê em 2025, estamos muito mais preparados e convenientes para fazer com que cada show seja único, e que em cada evento a gente possa aprender mais”, adianta Ale.
Assim como o público está ansioso pelas apresentações, a Chococorn and the Sugarcane também tem grandes expectativas com esta turnê pelos estados do Brasil. “Queremos muito conhecer mais pessoas, de diferentes partes do país, e também nos divertir muito com o público. Estamos sempre buscando mais inspiração nas vivências fora de casa”, observa o baterista.
E eles prometem novidades para essa nova turnê, como ressalta o músico. “Agora que temos acesso aos melhores estúdios e equipe profissional, graças ao suporte da +um HITS, nós estamos ‘ansiosíssimos’ para criar e entregar novas canções que dizem o que ainda somos. Planejamos lançar versão uma acústica de uma de nossas músicas favoritas. Enquanto isso, estamos terminando de compor novas faixas do que pode se tornar um novo álbum para 2025”.
Turnê conjuntamente: experiência positiva
A Bella e o Olmo e a Chococorn já tiveram a oportunidade de circularem juntos no ano passado e, por essa experiência positiva, o vocal e guitarrista Pedro Acosta se diz ansioso pelo reencontro nos palcos do Brasil.
“Acredito que o que atrai mais o nosso público é essa identificação com o som, que vem para traduzir essas influências do indie rock de 2000, 2010, de uma forma contemporânea, principalmente para os mais jovens. Nosso som acaba sendo bem pessoal e assim criamos um relacionamento com esse novo público”, adianta o vocal sobre o que será apresentado na turnê.

Agenda
04/06 – São Paulo (SP) – Hangar 110
5/10 – Belo Horizonte (MG) – Casa Matriz
23/5 – Caxias do Sul (RS) – Pub Véio Loco
25/5 – Porto Alegre (RS) – Ocidente
Entendendo o emo
A ascensão do estilo emo na cena musical brasileira tem permitido que bandas como a Bella e o Olmo da Bruxa e Chococorn e The Sugarcanes ganhem mais espaço entre o público nacional.
Ao longo do tempo, a Bella e o Olmo da Bruxa descobrem que mais do que levar uma mensagem, o grupo consegue acolher seu público com a música por meio desse gênero musical.
“Nós conversamos muito sobre emoção, sobre coisas que para uns podem parecer algo bobo, mas alguém pode estar passando por isso, principalmente as frustrações de começo de adolescência. Acredito que através do que a gente fala, como sempre focamos nisso de uma forma muito sincera, nas letras e na música conseguimos fazer as pessoas sentirem essa nossa empatia, que a gente também está passando por isso, ou já passou”, observa Pedro Acosta.
Ale se aprofunda no conceito de “emo caipira”, segmento que tem ganhado força nos últimos anos na cena do rock nacional, principalmente no interior paulista, onde uma banda foi formada.
“Para quem não conhece, o ‘emo caipira’ inicialmente instiga. Pois, quando ouvem e prestam atenção nas músicas e na apresentação, o público acaba entendendo que esse ‘mote’ todo é sobre pertencimento e acolhimento. O movimento começou a crescer muito nos últimos anos, pois é uma porta aberta para quem quer se sentir incluído no meio alternativo, mesmo sendo de fora das capitais, cujas bandas sempre receberam mais atenção. Com o advento da internet e das redes sociais, é muito fácil as pessoas descobrirem e serem bem pela nossa pela nossa comunidade emo caipira, que cresce mais a cada dia”.
O baterista da Chococorn and the Sugarcanes também comenta a experiência de tocar fora dos eixos das capitais. “São lugares que, mesmo com menos público que em comparação às grandes cidades, ainda carregam muito sentimento. O pessoal regular o nosso carinho e a essência que criamos por tocar no interior de São Paulo, que é um ambiente que sempre carregou as temáticas das nossas músicas e vidas”.
Convivência intensa na estrada
Para muitos artistas, a experiência na estrada pode comprometer os laços de amizade. Afinal, esta é uma convivência bastante intensa: são horas de viagens e compartilhando os mesmos espaços. Mas isso não acontece entre os integrantes da Chococorn e da Sugarcanes.
“Por sorte, sempre nos demos bem e ,antes de banda, somos amigos. Então, é muito raro que tenhamos conflitos de convívio. A cada cidade que falamos, fica mais claro que nossa relação se tornou maior que nós, pois é aonde muitos de nossos fãs depositam seu tempo e carinho enquanto acompanham a banda”.
Fonte: Tedesco Comunicação & Mídia