Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom Malleus Maleficarum

Resenha por Mário Pescada

Era o primeiro minuto de 2026 quando o Blasfemador soltou nas plataformas digitais seu terceiro e mais novo disco, “Malleus Maleficarum” (2026), lançado de forma independente.

Radicado em Fortaleza/CE, o quarteto volta a dar as caras depois de quatro anos com um disco ainda mais pesado e rápido, prato cheio para quem curte speed/black metal com uma pegada suja do rock n’ roll dos anos 1970/1980.

O nome do disco é referência ao livro “O Martelo Das Bruxas”. Publicado entre 1486/1487, ele foi usado por inquisitores, os oficiais religiosos e judiciais da Igreja Católica encarregados de investigar e punir atos classificados como heresia, como um guia de quais punições aplicar, incluindo tortura e morte. Com exceção da faixa título inspirada nesse guia macabro que perseguiu, julgou e condenou à morte muitas mulheres por bruxaria, as demais foram inspiradas em filmes/literatura de terror (“A Motosierra” e “A Villa De Vecchi”) e no cotidiano conturbado (“O Peso Da Sobrevivência” e “Satanic Rock N’ Roll”).

Os vocais rosnados de Fabrício Maleficarum dão um tom hostil as faixas, bem coerente com a proposta da banda, mas o que mais gostei foi a guitarra de Igor Shredd: riffs cortantes, bons solos e ainda encaixou umas melodias do tipo que o Motorhead fez com maestria nos anos 1980, por isso meus destaques para “O Peso Da Sobrevivência”, “Satanic Rock N’ Roll” e “A Configuração Do Lamento”.

Faixas:

01 Intro

02 Malleus Maleficarum

03 Lilith

04 O Peso Da Sobrevivência

05 A Motosierra

06 Satanic Rock N’ Roll

07 A Villa De Vecchi

08 A Configuração Do Lamento

O Blasfemador começa o ano a mil por hora: “Malleus Maleficarum” (2026) é um bom disco, vai sair em fita K7 pelo selo Argentina Thrash Metal e o CD já está na fábrica graças à parceria entre os selos Mutilation Records, Misanthropic Records, Jazigo Distro, Distro Rock e Underground Produções.

Para fechar com chave de ouro, aperte o play e abra aquela cerveja gelada, de preferência a temática Pale Ale artesanal lançada pela banda.

Formação:

Augusto Índio: baixo

Fabrício Maleficarum: vocais

Romário Bruxo: bateria

Igor Shredd: guitarra